Faz parte da dinâmica de uma empresa lidar com a admissão e o desligamento de funcionários. Esses processos são frequentes, mas é fundamental que haja uma análise cuidadosa deles, já que a rotatividade de colaboradores — ou turnover — pode indicar diversos pontos que merecem atenção dos líderes.

Nos últimos anos, os empreendedores têm reconhecido que os recursos humanos estão entre os fatores mais competitivos para o empreendimento. Assim, perder um funcionário, sendo ele demitido ou tomando a iniciativa de pedir o desligamento, não é um fator desejável. Além de aumentar os gastos com rescisões e contratações, também gera um impacto negativo na produtividade das equipes.

Por isso, vale a pena avaliar a taxa de rotatividade e pensar em estratégias que possam manter esse número sob controle. Quer saber mais sobre o assunto? Confira nossas dicas!

O que está por trás do turnover?

Embora a rotatividade possa ser medida em números, o índice de demissões e contratações não é um dado suficiente para análise. É necessário avaliar o que está motivando os desligamentos. Isso torna possível compreender os desafios e trabalhar para aumentar a estabilidade dos colaboradores na empresa.

Nesse sentido, há dois tipos principais de turnover: o voluntário e o involuntário. O primeiro acontece quando o funcionário manifesta o desejo de se desligar da empresa, pedindo demissão. Já o segundo é quando o colaborador é demitido.

Em relação ao turnover voluntário, também há dois tipos principais: o funcional e o disfuncional. Quando um funcionário que não estava com boa produtividade pede demissão ele se encaixa no primeiro grupo. O segundo caso acontece quando um talento reconhecido na empresa solicita o desligamento.

Sempre que alguém sai de um emprego há informações relevantes para se analisar. Em geral, quando a decisão parte da empresa, isso pode indicar falhas no processo seletivo, já que foi escolhido um colaborador que não atendeu às expectativas. Já em processos de demissão voluntária, há ainda mais dados relevantes.

Uma pessoa que escolhe sair da função está indicando que a instituição deixou a desejar em algum aspecto. Portanto, é fundamental conhecer os fatores envolvidos para diminuir a taxa de rotatividade. Alguns motivos para o pedido de demissão podem ser:

  • insatisfação com a remuneração;
  • falta de benefícios motivadores;
  • condições de trabalho inadequadas;
  • pouca afinidade com a função ou com a equipe;
  • problemas com a gestão;
  • desejo de mudar de carreira;
  • identificação de melhores oportunidades no mercado.

Como calcular a taxa de turnover?

Embora o número de desligamentos não seja um dado suficiente para análise da realidade da empresa, é importante saber fazer o cálculo do turnover. Para chegar a essa taxa, são considerados os índices de demissões e de contratações em determinado período.

A maneira mais usual de fazer isso é somar a quantidade de funcionários admitidos e demitidos e dividir por dois; em seguida, o resultado deve ser dividido pelo total de colaboradores da empresa. No fim, o número é multiplicado por 100 para se chegar ao percentual.

Um exemplo prático: se uma empresa de 100 profissionais contratou 12 pessoas e demitiu 15, a taxa de turnover para esse período é de 13,5%. Mas, chegando ao resultado, como saber se ele está dentro do esperado? Isso vai depender da análise do contexto de cada local de trabalho. Um padrão frequentemente utilizado como máximo é o de 5%, mas ele não é inflexível.

O ideal é que a rotatividade de funcionários seja constantemente avaliada junto a outros fatores fundamentais, como as estratégias da empresa. O índice terá outro significado, por exemplo, se o aumento das demissões em determinado período forem uma ação planejada para responder as necessidades do mercado.

Que estratégias evitam que o turnover vire um problema?

Se o turnover da empresa está alto (e isso não está relacionado a objetivos da gestão empresarial) é importante fazer ajustes. Como falamos, um grande número de demissões aumenta os custos e indica dificuldades na retenção de talentos e, como consequência, fragilidade diante da competição do mercado. Assim, vale a pena considerar ações que controlem esse índice. Veja alguns exemplos:

Fazer seleções mais efetivas

A escolha dos funcionários para compor seu quadro deve ser bastante criteriosa. Estar atento ao perfil profissional esperado para o cargo é uma das principais formas de diminuir a rotatividade. Afinal, contratar profissionais que não tenham competência ou afinidade para realizar o trabalho aumenta muito o risco de demissão.

E atenção: isso não vale apenas para pessoas sem a formação ou a experiência necessária ao cargo. Contratar colaboradores que tenham mais atrativos do que os exigidos também pode se tornar um problema, caso não sejam oferecidas possibilidades de crescimento no futuro.

Investir em treinamento e acompanhar os colaboradores

Outro fator que ajuda a fixar as equipes na empresa e diminuir o turnover é o trabalho feito pelo setor de recursos humanos. Oferecer oportunidades de capacitação é uma das principais estratégias para envolver os colaboradores e contribuir para seu desenvolvimento profissional e até mesmo emocional.

Além disso, é importante acompanhar o trabalho de todos, dando feedback para auxiliar sua atuação. Conhecer a cultura e o clima organizacional, mediando conflitos e estimulando relações mais saudáveis também é fundamental. Esses são pontos que influenciam bastante a satisfação dos funcionários.

Desenvolver plano de carreira

Dificilmente uma pessoa aceita um emprego pensando em se manter na mesma rotina por muitos anos. Em geral, a ideia de aumentar suas competências e conquistar novas posições é um grande atrativo. Assim, proporcionar isso também ajuda a diminuir o turnover.

Uma das formas mais convincentes de oferecer esse benefício é ter um plano de carreira na empresa. Ele expressa os caminhos de crescimento e deixa claro quais são as regras e os critérios para a valorização. Dessa maneira, os colaboradores reconhecem as possibilidades e se sentem reconhecidos.

Fazer uma avaliação de desligamento

O objetivo da empresa não deve ser de chegar à taxa zero nas demissões — como já falamos, a entrada e saída de profissionais faz parte da dinâmica normal. E essa realidade também pode ser utilizada para melhorar os processos internos, porque os funcionários que se despedem têm muito a contribuir com a gestão.

Para isso, é indicado o uso de instrumentos de diagnóstico, como fichas ou entrevistas de desligamento. Por meio deles, o funcionário pode indicar o que motivou sua demissão, dar opiniões sobre o trabalho e sugerir mudanças importantes para que menos pessoas sejam desligadas.

Compreender mais sobre o turnover e colocar essas estratégias em prática traz diversas vantagens. Ao diminuir a rotatividade, a empresa aproveita melhor seus talentos, atinge maior produtividade, garante o retorno mais eficiente de seus treinamentos e diminui os custos. Todos esses fatores contribuem para o destaque da organização no mercado.

E então, este post ajudou você a pensar sobre os processos da sua empresa? Que tal continuar acompanhando conteúdos relevantes? Assine nossa newsletter e receba as atualizações do blog!

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