Categoria

Negócios

Categoria

Como a inteligência artificial nos negócios pode impulsionar resultados?

Por muito tempo, máquinas capazes de pensar, falar e resolver problemas eram apenas sonhos mirabolantes que só seriam reais em um futuro muito distante. Pois esse futuro chegou. Cada vez mais nos deparamos com sistemas de inteligência artificial nos negócios, afazeres cotidianos e até dentro das nossas casas.

No mundo corporativo, em especial, tal avanço vem trazendo resultados impressionantes. Apesar de as empresas ainda não terem aproveitado nem 10% do potencial dessa tecnologia, já é possível perceber mudanças significativas na maneira de fazer negócios e se relacionar com os clientes.

Pensando nisso, elaboramos um guia completo sobre a relação entre a inteligência artificial e as organizações. Você aprenderá tudo o que há de mais importante sobre o conceito, suas aplicações e impactos no dia a dia das empresas. Quer saber mais? Acompanhe o post!

O que é inteligência artificial?

Inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que torna softwares capazes de simular o conhecimento humano de diversas maneiras. Com isso, máquinas podem tomar decisões, resolver problemas e até substituir pessoas na realização de algumas tarefas. No geral, sistemas de IA seguem quatro propriedades básicas:

  • aprendem continuamente a cada interação com novos dados;

  • compreendem diversos tipos de informação: textos, imagens, sons;

  • interagem em linguagem natural, ou seja, enxergam, falam, escutam;

  • conseguem interpretar ideias e elaborar hipóteses, isto é, raciocinam.

Na prática, a IA vem sendo usada para criar soluções que facilitam a vida das pessoas e reduzem a carga de tarefas operacionais. O antispam dos e-mails, que aprende sozinho a identificar quais mensagens devem ser eliminadas, é um bom exemplo. Os assistentes pessoais virtuais, que fazem pesquisas e executam tarefas por comando de voz, também estão entre os usos mais comuns dessa tecnologia.

Como a inteligência artificial virou tendência?

O termo inteligência artificial foi usado pela primeira vez em 1956, durante uma conferência realizada na Dartmouth College, em New Hampshire, Estados Unidos. Na ocasião, um grupo de cientistas apostou suas fichas na ideia de que dentro de alguns anos seriam criados sistemas capazes de simular o cérebro humano.

Desde então, as máquinas inteligentes povoam o nosso imaginário, tanto que foram retratadas pela cultura pop sob diversos pontos de vista. Em alguns filmes, como 2001: Uma Odisseia no Espaço, os autores criaram universos distópicos, nos quais as máquinas exercem controle sobre as pessoas. No enredo, a máquina Hal, criada para comandar a operação de uma nave espacial, desenvolve traços humanos e se volta contra eles em certos momentos.

Em outras obras, como Os Jetsons e De Volta para o Futuro, o assunto é tratado com mais leveza, muitas vezes tentando “adivinhar” quais tecnologias seriam comuns no futuro. Quem não se lembra da robô ajudante Rosie, ou do hoverboard usado por Marty McFly?

O interesse pela inteligência artificial não se resumiu apenas à ficção. Ao longo do tempo, foram criadas mais e mais formas de viabilizar a tecnologia, e hoje seu impacto é indiscutível e onipresente no nosso cotidiano. Isso se dá, principalmente, por meio de ferramentas de machine learning (máquinas que aprendem com base em dados).

Nos negócios, a IA é uma tendência que chegou para ficar, pois proporciona algo que toda empresa procura: agilidade e qualidade. Cloud computing, análise de dados, algoritmos… Tudo isso facilita operações e melhora sensivelmente os resultados dos negócios, fazendo com que a tecnologia se popularize cada vez mais entre as empresas.

Com a alta procura, a concorrência entre os fornecedores aumenta, e os preços das plataformas inteligentes se tornam mais acessíveis.

Quais são as principais vantagens do uso dessa ferramenta?

A inteligência artificial possibilitou a criação de softwares que trazem diversas vantagens para o funcionamento das empresas. Confira as principais a seguir:

Otimização de tarefas simples

Hoje, todas as gigantes da tecnologia têm entre seus produtos assistentes pessoais virtuais, como a Alexa, da Amazon; Siri, da Apple; Google Assistente e Cortana, da Microsoft. Instalados em dispositivos móveis, eles possuem uma voz com a qual o usuário pode conversar, fazer pesquisas e pedir recomendações de rotas de trânsito, entre outras tarefas.

Uma das funcionalidades mais úteis para executivos é o agendamento de reuniões. Com ela, o profissional consegue marcar encontros rapidamente, conferir o cronograma do dia, verificar locais e horários de compromissos e receber comunicados da empresa em seu smartphone ou tablet.

Agilidade e precisão na análise de dados

Sistemas avançados de IA, sobretudo os que envolvem machine learning, são capazes de captar, organizar e cruzar o grande volume de informações obtidos diariamente pelas empresas (Big Data). Dessa forma, é possível traçar estratégias úteis para o negócio com base em dados relevantes, como comportamento do consumidor e desempenho dos funcionários.

Entre as possibilidades oferecidas por esse tipo de ferramenta, podemos citar:

  • saber quem são os melhores clientes;

  • checar quais produtos ou serviços são mais populares;

  • checar quais produtos ou serviços devem sair de linha;

  • aumentar a eficiência do marketing;

  • personalizar o atendimento ao consumidor;

  • oferecer experiência inovadora aos clientes;

  • melhorar treinamentos;

  • otimizar recrutamento e seleção.

Computação na nuvem

Também foi por meio da IA que surgiu o conceito de cloud computing, ou computação na nuvem. A ideia consiste em armazenar arquivos em servidores online, sem a necessidade de instalar aplicativos ou ocupar espaço no HD do computador. A maior vantagem disso é a possibilidade de acessar documentos por meio de qualquer dispositivo móvel, desde que ele esteja conectado à internet.

Atualmente, mais de 80% das organizações brasileiras usam essa ferramenta, ou seja, trata-se de um método de trabalho amplamente difundido. A agilidade nos processos explica o sucesso: com a computação na nuvem, perde-se menos tempo com retrabalho, atualização de documentos e envio de arquivos por e-mail.

Outra vantagem do cloud computing é a segurança. A maioria dos sistemas trabalha com níveis de proteção, o que impede que dados sigilosos caiam nas mãos erradas. Assim, quando não houver necessidade de um colaborador acessar um tipo específico de informação, eles simplesmente não conseguirá fazê-lo.

Eficiência no atendimento ao cliente

A inteligência artificial nos negócios tornou o SAC mais moderno e automatizado. Antes, o telefone era o único canal de contato entre empresas e clientes. Agora, os diálogos podem acontecer via e-mail, redes sociais ou chats. Mas o maior avanço não é a mídia utilizada, e sim a forma como a conversa se estabelece.

Nos sistemas modernos, quem faz o primeiro contato é um robô. A inteligência artificial faz a triagem das solicitações e soluciona muitos dos problemas por conta própria. Isso reduz a carga operacional dos atendentes, que podem se concentrar em casos que realmente necessitam de intervenção humana.

O efeito para o consumidor também é extremamente positivo: esse modelo de atendimento reduz o tempo de espera e oferece respostas rápidas, tudo o que o cliente precisa para ficar plenamente satisfeito.

Como a inteligência artificial pode impactar nos meus resultados?

Com tantas vantagens, a inteligência artificial já está mudando a maneira de se fazer negócios. Considerando que o ser humano só aproveitou uma pequena parte do potencial dessa tecnologia, a tendência é que, daqui para a frente, as mudanças de paradigma sejam ainda mais intensas e aceleradas.

A inteligência artificial vem sendo aplicada de diversas formas em vários segmentos, como indústria, varejo, saúde, serviços jurídicos e contabilidade, entre outros. As atividades são diferentes entre si, mas o impacto da tecnologia é o mesmo: processos que antes levavam dias ou semanas passam a ser resolvidos em questão de segundos.

Além disso, as organizações conseguem reduzir custos e delegar aos seus colaboradores tarefas mais desafiadoras, criativas e que trazem mais retorno para o negócio. Ao deixar as atividades repetitivas a cargo das máquinas, as empresas usam o tempo dos trabalhadores de forma mais inteligente, o que contribui para aumentar a produtividade.

Que empresas famosas usam essa ferramenta?

Muitas grandes empresas no mercado já aproveitam ativamente os benefícios proporcionados pela inteligência artificial nos negócios. Veja a seguir alguns cases de sucesso.

Bradesco

Em 2017, o Bradesco implementou em suas agências a BIA (Bradesco Inteligência Artificial), usada pelos funcionários para tirar dúvidas dos clientes sobre os serviços do banco. Treinada em 62 produtos, a tecnologia responde a cerca de 300 mil perguntas mensais, com 95% de precisão. Com isso, o tempo de resposta é reduzido, o que aumenta a qualidade do atendimento.

Volkswagen

Em 2018, a Volkswagen lançou o Virtus, primeiro veículo com inteligência artificial integrada. O sistema conversa com o condutor sobre dados que constam no manual do proprietário e soluções para eventuais problemas. Quando o usuário sente dificuldade em expressar sua dúvida em palavras, pode tirar uma foto do painel, que será devidamente interpretada pelo app.

SKY

A operadora de TV e internet SKY implementou uma ferramenta de IA para coordenar as atividades de telecomunicações. O painel de controle cataloga e analisa mais de um milhão de alertas diários do sistema, com o intuito de identificar qualquer tipo de problema que possa afetar a qualidade da banda larga da empresa.

Fleury

O laboratório Fleury vem trabalhando em parceria com a IBM para implementar a solução Watson for Genomics no Brasil. A ferramenta fornece informações que auxiliam a tomada de decisões médicas nos hospitais e consultórios.

O sistema na nuvem pode, por exemplo, ajudar médicos a identificar remédios e ensaios clínicos relevantes, com base no genoma do indivíduo, pesquisas e dados extraídos da literatura médica.

Leroy Merlin

A varejista de materiais de construção deu um salto de qualidade no atendimento ao cliente com a LIA (Leroy Merlin Inteligência Artificial). O chatbot utiliza algoritmos e machine learning para responder automaticamente dúvidas sobre endereços de lojas, trocas de produtos, serviços e horários de funcionamento. Tudo o que não precisa de protocolo é resolvido pelo sistema, com agilidade e eficiência.

Banco Original

Em constante crescimento no mercado de contas digitais no Brasil, o Banco Original conta com a ORI, assistente pessoal e financeira capaz de se comunicar com seus clientes. A tecnologia foi criada para responder dúvidas sobre a conta bancária por meio de interações que utilizam a linguagem natural humana.

O usuário pode perguntar, por meio de texto ou voz, questões relativas aos seus gastos no cartão, cotações de moedas e solicitar ações como transferências e pagamentos. A solução ainda está em fase de testes, disponível para apenas uma parte dos clientes do banco.

Walmart

Nos Estados Unidos, a rede de varejo Walmart já utiliza a IA para vender seus produtos. Por meio de um assistente virtual integrado ao Google Home, a empresa possibilita aos seus clientes fazer compras apenas com comandos de voz. E não é só isso: conforme o robô analisa o histórico de compras, deixa de ser necessário apontar a marca ou modelo preferido. Basta dizer: “Google, compre um iogurte”, e assim será feito.

Lowe’s

Mesmo em lojas físicas, onde o contato humano é maior, a inteligência artificial pode ajudar no processo de compra. É o caso da empresa americana de materiais de construção Lowe’s. Quando o cliente chega ao ponto de venda, é recepcionado por um robô que indica a localização de cada produto.

As máquinas também fiscalizam as prateleiras para checar se os itens estão posicionados corretamente e ajudam os funcionários a fazer o inventário. Até agora, 11 unidades na região do Vale do Silício já contam com a tecnologia.

Macy’s

Outro exemplo de loja física que atua com a IA é a Macy’s. Na rede americana, os clientes podem pedir orientações sobre produtos por meio de um app que interage com linguagem natural. Dependendo do tom de voz, a tecnologia identifica se o consumidor está satisfeito ou inseguro com a compra e envia um atendente para auxiliá-lo na decisão.

Como aplicar inteligência artificial na minha organização?

Implementar a inteligência artificial nos negócios requer muito planejamento e conhecimento sobre o assunto. Veja a seguir os principais passos para ter sucesso na adoção da ferramenta.

Tenha objetivos claros

Cada empresa deve avaliar como a IA pode gerar valor para o seu negócio e, só então, começar a estruturar soluções com base na tecnologia. Sem objetivos claros, o investimento é pouco efetivo, trazendo apenas prejuízo financeiro para a organização.

Também é fundamental não criar expectativas excessivas. Quando se fala em inteligência artificial, muita gente pensa em softwares que podem fazer todo tipo de serviço. Realmente, a tecnologia entrega resultados nunca antes imaginados, mas existem algumas limitações. Tarefas que são simples para humanos, como dobrar roupas, podem ser inalcançáveis para uma máquina.

Portanto, conheça bem o potencial da IA e tenha ciência da complexidade envolvida na solução de problemas. Ao listar as necessidades da sua empresa, procure resolver uma por vez: ter foco ajudará a ser mais eficiente na elaboração de uma estratégia.

Para identificar os problemas corporativos que podem ser resolvidos com sistemas inteligentes, uma boa dica é perguntar: “em que setores há um grande volume de trabalho operacional que poderia ser otimizado?”. Esse é um ótimo ponto de partida para traçar metas reais e escolher as melhores ferramentas para o dia a dia do negócio.

Invista em Big Data

Os dados são o coração da inteligência artificial. Sem eles, por melhor que a tecnologia tenha sido desenvolvida, ela não alcançará seu pleno potencial. Portanto, é preciso alimentar os softwares com informações, o máximo que conseguir. Para fazer isso, investir em Big Data é essencial.

Essa técnica consiste em captar, organizar e cruzar todo o grande volume de informações produzidos por uma empresa no dia a dia. Inserindo essas informações nos sistemas de IA, é possível fazer com que eles aprendam cada vez mais e passem a executar tarefas por si só.

Por exemplo: para descobrir o que é um caminhão, um robô precisa ser exposto algumas vezes a diferentes modelos de caminhão. Com a repetição, ele aprenderá o conceito e poderá executar funções que façam uso desse conhecimento.

Envolva toda a empresa

A inteligência artificial deve ser parte de uma estratégia de transformação digital em toda a empresa, e não uma iniciativa isolada. Para isso, a empresa deve estimular o envolvimento de todos os colaboradores com a ferramenta, apresentando a eles os softwares, suas funcionalidades e vantagens que trazem para o negócio.

Como dito anteriormente, o valor da IA está diretamente ligado aos desafios individuais de cada organização, o que inclui todos os departamentos, não apenas o setor de TI. Para que a tecnologia funcione cada vez melhor, é de suma importância oferecer treinamento e refinamento constante para todos os funcionários.

Desenvolva as habilidades de negócio dos colaboradores

O conhecimento técnico sobre inteligência artificial é importante, mas sozinho não é capaz de trazer grandes resultados para a organização. Toda a equipe também precisa ter boas habilidades de negócios, para criar soluções cognitivas com base nas melhores práticas empresariais.

Por isso, é fundamental treinar os colaboradores para que tenham uma perspectiva ampla da estratégia da organização, não apenas uma visão focada apenas nas próprias atividades. Só assim surgirão ideias realmente relevantes para a implementação da IA.

Crie sinergia entre as equipes

Inteligência artificial nos negócios é sinônimo de colaboração e inovação. Soluções cognitivas exigem uma nova forma de pensar o relacionamento e atendimento aos clientes, o que envolve todos os departamentos da empresa.

Para um trabalho bem-sucedido, todas as áreas devem estar alinhadas. Isso inclui marketing, vendas, serviço ao cliente, cadeia de suprimentos, desenvolvimento de produtos e até setores administrativos, como RH, contabilidade e operações.

Por exemplo: o time de vendas é cheio de dados e insights sobre o comportamento do cliente, afinal, é o responsável por interagir com ele diariamente. Se o departamento de marketing puder aproveitar essas informações e usá-las em seus sistemas de automação, os resultados serão muito poderosos.

O mesmo acontece com o RH, que pode analisar informações sobre o histórico e indicadores de desempenho dos colaboradores para ajudar os demais departamentos na tomada de decisões. O próximo líder da sua empresa pode ser escolhido com a ajuda da inteligência artificial, algo que seria inimaginável alguns anos atrás.

Comece devagar, mas comece

Com o rápido avanço da IA no mercado, não há mais tempo para ficar apenas olhando. É preciso começar a investir na tecnologia o quanto antes, para não perder competitividade no mercado. Lembre-se: as máquinas inteligentes deixaram de ser ficção e se tornaram realidade, por isso é preciso se adaptar a esse novo cenário da melhor forma possível.

No entanto, mudanças muito radicais logo de início podem dificultar a implementação. Muitos executivos temem que o mundo cognitivo gere uma substituição brusca de ferramentas e processos que já estavam estabelecidos há muito tempo.

Não precisa ser assim: a melhor estratégia é começar aos poucos. Dessa maneira, é possível conhecer os benefícios da tecnologia enquanto se estuda formas de expansão.

Esteja ciente dos obstáculos

Como todo elemento disruptivo, implementar a inteligência artificial nos negócios incomoda, gera desconforto. Muitos profissionais mais tradicionais podem criar resistência ou não entender a necessidade de mudança. Além disso, falhas técnicas certamente surgirão, mas não devem ser motivo para abandonar a modernização. Afinal, é tudo questão de aprimoramento.

Quando todos na empresa conhecerem a fundo os sistemas de IA e se habituarem ao seu uso, será possível colher ótimos resultados em relação à capacidade de inovação e transformação da organização.

Monte uma equipe técnica de qualidade

Para aplicar a IA na sua empresa, ter uma equipe de TI de qualidade é indispensável. Os profissionais do setor devem ser atualizados e se interessar pelo assunto, para que possam sugerir ideias relevantes, desenvolver bons sistemas e se relacionar com fornecedores de igual para igual.

Sem isso, todos os esforços para integrar a equipe na transformação digital serão em vão. Portanto, trace uma estratégia junto ao RH para recrutar os profissionais mais qualificados do mercado e montar um time de excelência.

Chegamos ao fim do nosso guia sobre inteligência artificial nos negócios! Agora que você já está por dentro do assunto, que tal colocar tudo o que aprendeu em prática? Avalie as necessidades da empresa, estude bem as aplicações da tecnologia e mãos à obra! Assim, sua organização estará sempre atualizada e pronta para competir em alto nível no mercado.

Gostou do artigo? Para se aprofundar mais sobre estratégias de negócios, baixe já o nosso e-book Gestão Empresarial 3.0. Nele, você vai conhecer tudo sobre esse novo conceito e como ele pode alavancar os resultados da sua empresa. Não perca essa chance!

 

Afinal, qual o papel do gestor na redução do turnover?

Turnover é o indicador de RH que calcula a rotatividade de funcionários na empresa, ou seja, a quantidade de colaboradores admitidos e desligados dentro de determinada faixa de tempo. É um dos KPIs mais importantes para medir o sucesso de um negócio, pois está diretamente relacionado à reputação da marca como empregadora e à qualidade da força de trabalho.

Ao contrário do que muitos pensam, evitar um turnover alto não é responsabilidade apenas do RH: as lideranças da empresa também têm um papel fundamental nessa missão. Mas, afinal, como o gestor pode atuar para controlar esse índice? Acompanhe o post e descubra!

Qual é o impacto do turnover no negócio?

É natural que uma empresa tenha que lidar com saídas esporádicas de funcionários. Pode acontecer de profissionais se aposentarem, mudarem de cidade ou buscarem novos caminhos na carreira. Um nível moderado de evasão é até benéfico, pois traz sangue novo para o time. No entanto, um turnover alto demais pode causar sérios prejuízos ao negócio.

Substituir um colaborador custa caro: toda vez que alguém é desligado, a empresa precisa investir em um novo processo seletivo e treinamentos. Além disso, é necessário arcar com as verbas rescisórias de quem está de saída, o que causa impacto ainda maior no orçamento.

Vale lembrar que a equipe fica sobrecarregada até que um novo membro seja contratado, o que reduz a produtividade e a qualidade das entregas. O andamento dos projetos demora para voltar ao normal após a substituição, devido à curva de aprendizado do profissional recém-chegado.

Outro problema é a perda de competitividade. Um turnover alto significa que a empresa não faz um trabalho de retenção de talentos satisfatório, o que prejudica sua imagem como empregadora. Há, ainda, casos em que o funcionário deixa a companhia para trabalhar na concorrência, enfraquecendo o negócio no mercado.

Turnover voluntário x involuntário

É importante destacar os dois tipos de turnover que ocorrem nas empresas: o voluntário e o involuntário. No voluntário, é o empregado quem tem a iniciativa de pedir demissão. Quando isso acontece, é primordial realizar uma entrevista de desligamento para entender os motivos que o levaram a tomar essa decisão.

Muitas vezes, são identificadas razões como insatisfação com a política de salários e benefícios, ausência de plano de carreira e mau relacionamento com os colegas. Ao conhecer esses problemas, é possível traçar um plano de ação para evitar novas saídas no futuro.

Já no turnover involuntário ocorre o oposto: é a empresa que demite o colaborador, seja por má conduta, baixo desempenho ou corte de custos. Antes de desligar um funcionário, o RH e as lideranças devem avaliar muito bem a situação, de modo a não tomar uma decisão precipitada. Afinal, demissões sem justa causa oneram a empresa em 40% do FGTS + pagamento à vista das verbas rescisórias.

Quais habilidades um gestor deve ter para reduzir o turnover?

Como dito anteriormente, os líderes são importantíssimos na redução do turnover. Por isso, eles precisam desenvolver habilidades que ajudem a engajar os subordinados. Saiba mais sobre essas competências a seguir.

Saber delegar

Por descuido dos gestores, muitos profissionais ficam insatisfeitos com as tarefas que desempenham na equipe. Por isso, é essencial saber identificar as habilidades e preferências de cada um para delegar as atividades certas para as pessoas certas.

Se ainda assim houver algum conflito por esse motivo, o líder deve ter uma conversa franca com o subordinado. Dessa forma, é possível alinhar expectativas e encontrar uma solução que seja boa para todas as partes.

Administrar conflitos

Clima interno ruim é uma das principais causas de saídas de funcionários. É muito difícil para o profissional suportar relacionamentos nocivos no ambiente de trabalho, seja com os colegas ou com o gestor.

Além de tratar todos da melhor forma possível, o gestor deve saber identificar conflitos interpessoais, problemas de comunicação e fofocas no time. Quando esses fatores aparecem, a convivência se torna difícil, o que exige intervenção da liderança. Conduzir essas situações com diálogo e maturidade é a chave para manter o clima sempre em alta.

Equilibrar demandas

Prazos desumanos e metas impossíveis são o caminho mais fácil para fazer o turnover disparar. Um regime de trabalho excessivamente rigoroso, desgastante e exaustivo contribui para doenças como hipertensão e síndrome do burnout. Com isso, além de a produtividade da equipe cair, o risco de os colaboradores deixarem a empresa é muito maior.

O segredo é permitir que os funcionários equilibrem suas vidas pessoais e profissionais. Adotar práticas modernas como home office e horários flexíveis pode ser de grande ajuda nesse objetivo, além de traçar objetivos compatíveis com a capacidade de entrega dos funcionários.

Engajar o time

Aumentar o engajamento dos colaboradores é a principal arma contra o turnover. Quando o profissional se sente respeitado, valorizado e orgulhoso de fazer parte da equipe, ele pensa duas vezes antes de buscar oportunidades em outras empresas.

O líder precisa abraçar os valores internos, saber dialogar e estar ao lado dos subordinados nos bons e maus momentos. Funcionários que se sentem inspirados por seus gestores tendem a permanecer mais tempo na empresa.

Outro ponto importante é reconhecer os esforços dos subordinados. Quando um projeto for finalizado, envie um e-mail parabenizando a equipe pelo desempenho. Outra boa dica é promover um almoço ou happy hour comemorativo, com o intuito de valorizar o time e aproximar os colaboradores.

Cobrar resultados da forma correta também conta pontos. Feedbacks negativos devem ser sempre individuais e construtivos, acompanhados de orientações para que o profissional melhore sua performance. Assim, ele ganha confiança para evoluir e superar suas metas até a próxima avaliação.

Como usar a gestão por desempenho para controlar o turnover?

Uma boa maneira de reduzir o turnover é adotar a gestão por desempenho. Esse modelo se caracteriza pela visão diferenciada do que é a alta performance. Enquanto em outras formas de administração o foco está nos resultados quantitativos, nessa nova ideia o direcionamento é qualitativo e colaborativo.

O líder não avalia o funcionário apenas pela frieza dos números, e sim com o intuito de engajar o colaborador na busca por um ideal coletivo, incentivando a cooperação e o apoio mútuo.

Ao unir os profissionais, sem colocá-los uns contra os outros, o modelo soluciona questões ligadas a conflitos, fofocas, discussões e assédio. Com isso, o bem-estar do time melhora, assim como seus resultados.

Agora que você já sabe tudo sobre o papel do gestor na redução do turnover, que tal colocar o que aprendeu em prática? Desenvolva as competências necessárias para manter seus funcionários engajados e melhorar a retenção de talentos. Assim, você conseguirá manter um time forte e produtivo por muito mais tempo!

Gostou do artigo? Que tal se aprofundar ainda mais no assunto? Para isso, confira como definir os melhores indicadores de desempenho para sua equipe!

 

Inovação disruptiva: como ela impacta as empresas e o mercado

A inovação é um processo natural e crucial à evolução do mercado. Há a inovação emergente, que acontece passo a passo — são pequenas mudanças ao longo do tempo. Mas também há a inovação disruptiva, que muda por completo as regras do “jogo”.

Imagine o celular como inovação emergente. Há 20 anos o aparelho só fazia e recebia ligações, mas tem recebido várias funções. Hoje é lanterna, rádio, câmera fotográfica etc. Já a inovação disruptiva faz com que a tecnologia anterior seja esquecida. É o exemplo da Spotify que mudou por completo o modo de ouvir música de muita gente.

Nós reunimos uma série de informações sobre o assunto. Hoje, você vai entender como a inovação disruptiva impacta o mercado, conhecer alguns exemplos e algumas boas práticas. Portanto, acompanhe com atenção os próximos tópicos!

As empresas que apostam na inovação disruptiva

No que você pensa quando o assunto é inovação disruptiva? Ou melhor, em quais empresas? Há diversas companhias, dentro e fora do Brasil, que estão reformulando as regras do “jogo”, assim como lançando tecnologias e processos de ponta.

Há pouco tempo a comercialização em larga escala de carros elétricos era só um sonho. Hoje, a Tesla (principal fabricante) tem valor de mercado superior ao da GM e vende centenas de milhares de unidades todos os anos. O CEO da mesma empresa (Elon Musk) planeja construir o transporte mais rápido do mundo, o Hyperloop.

Outro caso disruptivo é o da Netflix, a empresa certamente transformou o modo de assistir séries e filmes em todo o planeta. A venda de DVDs caiu significativamente, afinal, hoje o conteúdo é acessado por streaming. E até as TVs por assinatura mais tradicionais estão sentindo esse peso, pois o número de assinantes é cada vez menor.

No Brasil, um bom exemplo de inovação disruptiva vem do Nubank. O banco digital tem transformado a maneira de comprar e fazer uma série de outras transações financeiras. Todo o atendimento é virtual, sem filas, com pouquíssima burocracia e de graça. Outros bancos, claro, estão tentando se adaptar à nova realidade.

O impacto para as empresas e o mercado

Muito se discute sobre o impacto das inovações disruptivas, e há até quem acredite que elas devem ser paradas. Algumas pessoas têm medo que essa evolução gere um grande número de desempregados ou acabe com as indústrias mais tradicionais, afinal, em pouco tempo a maior parte do trabalho será digital e automatizado.

Na prática, no entanto, não é exatamente isso o que tem sido visto. As inovações disruptivas têm contribuído para melhorar a vida das pessoas e até criar oportunidades de mercado. Empregos nunca pensados antes, como o de social media ou cientista de dados, já são comuns e funções mais modernas estão sendo criadas.

É exatamente isso o que diz a pesquisa da McKinsey Global, afirmando que cerca de 15% da força de trabalho será deslocada (isto é, passará por uma transição) até 2030, mas que os empregos criados substituirão os perdidos. As empresas, por sua vez, contarão com o aumento da produtividade e melhores margens de lucro operacional.

Não é difícil perceber que as inovações disruptivas mudam hábitos. Até pouco tempo você frequentava locadoras para alugar um filme, mas hoje isso parece engraçado. Portanto, as empresas devem estar atentas a essas rápidas mudanças e criar estratégias de transição para o que há de mais moderno — assim, é possível sobreviver.

Mas a realidade é que muitas empresas, inclusive as maiores (que exatamente pela robustez não conseguem se adaptar com agilidade), podem ter seus dias contados. John Chambers, ex-CEO da Cisco, tem advertido que boa parte das maiores empresas do mundo vão falir até 2020, justamente por causa das atuais inovações disruptivas.

Esse mesmo cenário é um “prato cheio” para que as atuais empresas adaptem-se às novas realidades do mercado e invistam em inovações disruptivas. Assim, todos — do CEO ao operário — podem ser beneficiados com a mudança. Além disso, os clientes poderão contar com bens, tecnologias e serviços mais acessíveis e de maior qualidade.

As boas práticas de inovação disruptiva

A grande dúvida é: o que fazer para continuar no mercado, aumentar o potencial da minha empresa e inovar de maneira disruptiva? A resposta é complexa e exige muito trabalho por parte de todos da empresa. Mas é possível dividi-la em três práticas:

Tome decisões baseadas em evidências

É preciso mudar, baseando-se em evidências internas e externas, por exemplo, indicadores de desempenho e pesquisas de mercado. Assim, terá maior segurança de que está fazendo a coisa certa e poderá decidir com eficácia acerca das inovações disruptivas.

Lembre-se: mudar nunca é fácil, especialmente pelo fator “humano” que resiste ao que é novo. Mas ao basear os novos processos, produtos e tecnologias em evidências, certamente terá o maior apoio do time e poderá transmitir segurança no que é feito.

Crie um time de growth hacking

Outra medida eficaz é criar um time que incorpore o que há de mais moderno no mercado dentro da empresa ou que proponha soluções inovadoras visando o seu crescimento. Esse time é comumente chamado growth hacking.

Algumas das startups mais inovadoras do mundo já contam com times de crescimento. Eles são responsáveis por gerar, analisar e implementar novas ideias, visando sempre o sucesso da empresa. A ideia ganhou forma com o livro Hacking Growth: a estratégia de marketing das empresas de crescimento mais rápido.

Estabeleça uma cultura de inovação

Nossa última dica é criar uma cultura de inovação, na qual todos da empresa sintam-se, em parte, responsáveis pela adequação da empresa ao que há de mais moderno. Quando todos da empresa entendem que podem contribuir e apontar pequenos problemas que carecem de solução, o processo de inovação disruptiva torna-se real.

Há muitas maneiras de fazer isso, como: criar eventos internos de hackathon, recompensar as melhores ideias e dar feedbacks acerca das melhorias que estão sendo feitas. Desse modo, todos sentem que podem (e devem) contribuir para a melhoria da empresa e para a criação de ideias disruptivas e capazes de fazer o negócio crescer.

Enfim, agora você está por dentro do assunto. Lembre-se de que a inovação disruptiva está presente nas empresas mais bem-sucedidas do mundo. Portanto, busque por ela!

Gostou do nosso artigo? Quer criar uma rede de contatos capaz de inovar de maneira disruptiva? Aproveite para compartilhar nosso artigo em suas redes sociais e garantir que seus amigos também fiquem por dentro do tema. Vamos lá!

 

5 erros que você não pode cometer ao abrir um negócio

Caso os devidos cuidados não sejam tomados, aventurar-se pelo mundo do empreendedorismo pode ser um erro. Algumas pesquisas indicam que 6 em cada 10 empresas fecham antes de 5 anos. Mas, afinal, quais erros não cometer ao abrir um negócio?

Há uma diversidade de falhas que podem pôr fim a uma empresa, por exemplo, a falta de monitoramento dos indicadores-chave de desempenho, o pouco caixa para suportar períodos de recessão e a falta de conhecimento do empresário. Esses desafios podem (e devem) ser contornados, assim, fica mais fácil criar um negócio bem-sucedido.

Nós reunimos tudo o que precisa saber sobre o tema e alguns dos principais erros ao abrir um negócio. Portanto, continue a leitura dos próximos tópicos!

Como definir os melhores indicadores de desempenho para sua equipe?

Hoje em dia, as empresas não podem arcar com o prejuízo do envolvimento em atividades inúteis. Pelo contrário, devem buscar a máxima eficiência operacional e a atuação estratégica, para isso, precisam dos melhores indicadores de desempenho.

São muitas as decisões de precisam ser tomadas ao longo do expediente, por exemplo, quais projetos priorizar? Quem recompensar? Como se posicionar? Para se ter ideia, estudos mostram que um adulto toma cerca de 35 mil decisões por dia, muitas delas no trabalho. Portanto, é preciso ter indicadores que direcionem à melhor decisão.

Neste post, nós reunimos o que você precisa saber sobre o assunto e algumas dicas de como definir os melhores indicadores de desempenho para sua equipe. Continue a leitura!

Afinal, o que são indicadores de desempenho?

Em primeiro lugar, vamos deixar claro o que são indicadores de desempenho e diferenciá-los das métricas tradicionais (afinal, muitas vezes, métricas e indicadores são tratados como sinônimos). Assim, terá maior clareza e entendimento do tema.

Os indicadores podem ser comparados a uma bússola, pois indicam como anda a saúde da empresa e da equipe, por exemplo, a produtividade e o grau de motivação. Nesse sentido, não levantar os indicadores é como navegar sem uma bússola, os perigos são muitos e você pode não ter tempo de corrigir os desvios da rota.

O nome vem do inglês Key Performance Indicators, comumente abreviado para KPI. Em alguns estudos e relatórios, os indicadores também acabam sendo chamados de métricas, o que é um erro, afinal, existem diferenças significativas.

Métricas são diamantes “brutos”, com pouca ou nenhuma lapidação. Bons exemplos são: número de reclamações, horas trabalhadas e vendas fechadas. Os indicadores são diamantes “trabalhados”, geralmente com cálculos específicos e que levam a um percentual ou pontuação, como o retorno sobre o investimento (ROI) e o Turnover.

No geral, os indicadores são bons amigos do gestor e devem ser acompanhados para que haja eficiência diária. Com eles, é possível monitorar pontos críticos, identificar onde existem ameaças e o que pode ser feito para obter resultados fora da curva.

Como definir os melhores KPIs para a equipe?

Existem muitos indicadores de desempenho, por isso alguns gestores encontram dificuldades em estabelecer os principais. Como não dá para medir todos ao mesmo tempo, é preciso criar um conjunto alinhado aos objetivos da equipe de trabalho.

Enquanto alguns KPIs precisam ser mensurados todos os dias, outros podem ser levantados por trimestre, por exemplo. A abrangência também varia muito, afinal, alguns KPIs são universais e outros específicos a um setor.

Entenda, a seguir, como definir os melhores:

Reflita sobre o objetivo da equipe

Os indicadores guiarão sua equipe rumo aos objetivos, por isso é importante que estejam estritamente alinhados. Se o intuito do time é reduzir o número de erros diários, faz pouco ou nenhum sentido mensurar a participação de mercado (Market Share) ou o custo de aquisição de clientes (CAC). É preciso de alinhamento!

Portanto, aproveite para fazer um levantamento das metas e dos objetivos genéricos, verificando em qual direção eles apontam. Se o propósito maior é aumentar o volume de vendas, vale definir indicadores relacionados à efetividade da venda ou satisfação dos clientes (geralmente, feito com o NPS — Net Promoter Score). Assim, terá boas chances de sucesso.

Considere a facilidade de mensuração

Outra dica é estar atento à possibilidade de mensuração dos resultados finais. Todo indicador deve ser facilmente expresso em números — percentual, pontuação, custo, valor — o que facilita o entendimento da equipe e a definição de resultados mais desafiadores para o futuro. Sem a mensurabilidade, no entanto, fica quase impossível.

Enquanto alguns indicadores são fáceis de mensurar, outros são complexos; ainda há outros literalmente impossíveis. É muito difícil mensurar a felicidade diária, pois é algo abstrato e que varia de pessoa para pessoa, mas é relativamente fácil monitorar o nível de produção e a eficiência. Então, opte por KPIs realmente mensuráveis.

Selecione boas fontes de dados

Todo indicador é construído a partir de dados brutos, geralmente quantitativos, que são relacionados para chegar a resultados finais. A mensuração do percentual de lucratividade, por exemplo, depende de dados acerca do faturamento da empresa nos dois últimos anos. Se esses dados estiverem errados, todo o KPI estará comprometido.

Por essa razão, o mais indicado é ter fontes confiáveis para os dados, dotando-os de veracidade. Alguns gestores caem no equívoco de presumir números, sem o adequado levantamento e tratamento dos dados. Colete os números de softwares ERP, planilhas, relatórios governamentais, pesquisas internas, entre outras fontes confiáveis.

Tenha um diálogo aberto com o time

Bons indicadores têm origem nas forças e fraquezas da empresa ou equipe, ajudando a monitorar pontos críticos e redirecionar o que está sendo feito para atingir grandes resultados. Portanto, é preciso conversar com o time e entender seus principais pontos fortes e fracos, erros e acertos, assim, saberá exatamente o que monitorar.

Uma ótima dica é reunir-se com os talentos, pode ser com todos juntos ou no modelo one-to-one (isto é, encontros individuais). Explique que precisa entender mais dos desafios diários enfrentados e dos erros que estão impedindo grandes resultados. Assim, terá “insumos” suficientes para estabelecer bons indicadores de desempenho.

Qual é a importância dos indicadores de desempenho?

Existem muitos benefícios em definir e levantar os indicadores de desempenho. O primeiro está na visão mais sistêmica da equipe de trabalho. É possível enxergar de forma holística o que está acontecendo, quais resultados estão dentro do esperado e quais precisam de ajustes, o que torna a gestão muito mais eficiente.

Basear as decisões em números e análises de indicadores também gera vantagens, aumentando as chances de sucesso no que é feito. O gestor deixa de atuar com base na intuição ou observação e passa a agir de modo mais profissional, pontual e imparcial.

Levando tudo isso em consideração, é possível afirmar que acompanhar os indicadores de desempenho é um elemento-chave para o crescimento e sucesso da equipe. Para definir os melhores KPIs, no entanto, vale lembrar dos objetivos da equipe, considerar a facilidade de mensuração, selecionar boas fontes e conversar com os talentos.

Gostou do nosso artigo e está pronto para selecionar os melhores KPIs? Aproveite para assinar nossa newsletter e receber novos artigos diretamente em seu e-mail. Vamos lá!

 

Dossiê do compliance: como manter os negócios dentro da lei

Nos últimos anos, o cenário político e empresarial do país foi marcado pela exposição de inúmeros casos de irregularidades envolvendo empresas privadas e o governo, resultando em uma das maiores ações anticorrupção já desencadeadas na história do Brasil. Esse foi o cenário motivador para a propositura e aprovação de diversos diplomas normativos tratando da temática corrupção, determinando o enrijecimento das sanções desse tipo de conduta.

Como reflexo disso, a responsabilidade empresarial e de seus dirigentes assumiu um patamar de extrema importância na condução dos negócios. Assim, agir em conformidade com as leis e regulamentações do poder público, seguindo os padrões éticos e morais impostos é uma demanda contínua dentro das empresas.

Nesse sentido, o conceito de compliance nunca esteve tão evidente no universo corporativo. Os seus diversos modelos são, hoje, ferramentas imprescindíveis e altamente eficazes para garantir a regularidade na atuação empresarial, colocando o empreendimento dentro dos padrões impostos por todo o sistema normativo e jurídico do país.

Dada a importância do conceito de compliance na conjuntura atual, preparamos este post para ajudá-lo a entender as suas principais nuances. A seguir abordamos desde o conceito, implicações e modelos, até a parte prática, na qual pontuamos as melhores formas de estruturar e formar um plano de compliance para deixar a sua empresa em conformidade com as leis. Acompanhe!

O que as PMEs podem aprender com experiências de grandes empresas?

Empreender é um processo contínuo de aprendizagem. Nesse sentido, o que as pequenas e médias empresas (PMEs) podem aprender com as grandes empresas — como Amazon, Natura Cosméticos, Localiza e Cervejaria Ambev, por exemplo?

Sem qualquer dúvida, são muitas as lições. É possível falar sobre a melhor gestão do capital humano, a construção de uma cultura orientada para o cliente e a definição de metas mais desafiadoras. Assim, é possível implementar melhorias no dia a dia e crescer consideravelmente.

Pesando nisso, elaboramos um artigo para você. Hoje, vamos contar algumas histórias de grandes empresas e como PMEs podem aprender com isso. No final, será possível implementar melhorias em seu negócio. Boa leitura!

Qualidade e acreditação em saúde: 8 pontos de atenção

Atingir o grau de qualidade e acreditação em saúde é uma missão que requer muitos esforços, uma verdadeira busca pelo caminho do aprimoramento. Nesse sentido, planejar e revisar processos e suas possíveis falhas, e propor valores para melhoria de performances tornaram-se ações vitais para ganhar credibilidade e ocupar um espaço de destaque no mercado.

Pensando nisso, elaboramos um post abordando as maneiras como o procedimento é importante para o atual cenário da saúde no país, bem como 8 pontos sobre o tema que merecem atenção. Ficou curioso? Siga a leitura e confira!

Veja como diminuir a distância entre estratégia e execução

Atuar estrategicamente é, sem dúvida, uma das maiores obrigações de uma empresa. Sem isso, é provável que não atinja suas metas e objetivos, nem mesmo se diferencie da concorrência mercadológica. Logo, é crucial criar estratégias.

Todavia, existe um grande “gap” entre estratégia e execução, o que, por vezes, influencia de forma negativa nos resultados desejados, torna a organização menos competitiva e prejudica o alinhamento dos diversos setores e recursos.

Por outro lado, quando uma estratégia bem elaborada é, também, executada com qualidade, são diversos os benefícios. Para tanto, precisa-se reduzir a lacuna entre o teórico e o empírico, garantindo que as ações planejadas sejam bem-sucedidas.

Pensando nisso, elaboramos este guia. Hoje, você vai entender como diminuir a distância entre estratégia e execução e quais técnicas e filosofias gerenciais usar. Continue a leitura e fique por dentro do assunto. Vamos lá!

Gestão à vista: como o BSC se aplica à área financeira?

Medir o desempenho da empresa é algo fundamental para a sua sobrevivência. Para isso, uma boa ferramenta de gestão, criada pelos professores Robert S. Kaplan e David Norton, ambos da Harvard Business School, pode ajudar a acompanhar as métricas do empreendimento.

O método criado por eles é o Balanced Scorecard — ou BSC — no qual a ideia principal é mostrar, de forma equilibrada, as áreas correlacionadas e as ações estratégicas da empresa embasadas em quatro aspectos: financeiro, cliente, processos internos e aprendizagem/crescimento.

Aliada à ferramenta de gestão à vista, os colaboradores podem — e devem — visualizar como se encontra a saúde financeira, processual e mercadológica da companhia. O BSC ajudará a engajá-los positivamente para atingir os objetivos da corporação.

Quer saber mais sobre o Balanced Scorecard e como aplicá-lo em sua empresa? Continue a leitura e confira também os benefícios que a gestão à vista pode trazer para os negócios!