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Centro de Ensino Empresarial Ltda

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Palestra: O que podemos aprender com as negociações de Donald Trump?

Dia 22 de março, às 16h45, acontece no CEEM FGV Caxias do Sul, a palestra: O que podemos aprender com as negociações de Donald Trump? O bilionário e presidente norte-americano Donald Trump trouxe muito do seu estilo empresarial para a cadeira de presidente da maior democracia do mundo. Pratica uma diplomacia politicamente incorreta e um estilo de negociação bastante peculiar. Mas, o estilo Trump começa a apresentar resultados no comércio dos EUA com o mundo todo e, claro, a favor dos americanos. Na palestra, o professor do MBA FGV, Pedro Guilherme Kraus, vai mostrar as estratégias de Trump e fazer uma ponte com a realidade dos negócios no mercado atual.

Pedro Guilherme Kraus é professor do MBA FGV, Doutor em Engenharia de Produção, com ênfase em negócios internacionais (UFSC/California State University, East Bay Hayward, San Francisco, EUA). Mestre em Administração, Especialista em Administração de Recursos Humanos e Especialista em Comércio Exterior. Diretor do International Business Institute of the Americas – IBI-Americas, empresa de consultoria com foco em inteligência competitiva, promoção de negócios. Professor convidado da California State University, East Bay/San Francisco/EUA, tendo lecionado negociações interculturais e marketing internacional em nível de graduação e pós-graduação (MBA). Atuou como consultor do Centro Interamericano de Comercialização, da Organização dos Estados Americanos (CICOM/OEA).

Ingresso: Uma caixa de bombom ou R$10,00. As doações serão destinadas a Associação Sonhar Acordado.

Inscreva-se.

 

 

Palestra – Compliance Officer: O Desafio do Novo Gestor Empresarial

Na próxima quinta-feira, dia 28/03, às 19h, acontece no CEEM FGV Santa Maria, a palestra – Compliance Officer: O Desafio do Novo Gestor Empresarial. Na oportunidade, a professora do MBA FGV, Margô Trindade Sartori fará uma abordagem sobre a figura do compliance officer, assunto atual no direito corporativo e que, nos tempos da ética empresarial, lei anticorrupção e prática de leniência tem tido muita relevância no mercado.

Investidor anjo: o que se espera do empreendedor e os desafios das start-ups no Brasil

As Aulas de Abertura da FGV são uma oportunidade para alunos e profissionais interessados entrarem em contato com a dinâmica da aula de PÓS ADM e conhecerem melhor o curso. Com o tema: Investidor anjo: o que se espera do empreendedor e os desafios das start-ups no Brasil, as aulas da Pós-Graduação em Administração de Empresas FGV acontecem dia 20/03 em Caxias do Sul e 27/03 em Campo Grande.

Como ser um bom vendedor: o que o mercado espera do profissional de vendas?

O mundo dos negócios vive uma nova era — a quarta Revolução Industrial —, que é marcada pela conectividade e uma série de avanços tecnológicos, como inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), robótica, Big Data, entre outros que estão modificando a forma de consumir e vender.

Nesse contexto, é importante que o profissional saiba como ser um bom vendedor, ou melhor, como ser um vendedor 4.0. Isso porque ele se vê diante de novos canais de comunicação e de novos consumidores: mais informados, engajados, conscientes e exigentes.

Neste post, vamos mostrar as características que o mercado espera desse novo profissional. Acompanhe!

Criatividade

Muita gente acredita que ser criativo é uma característica importante somente para profissionais que lidam com design ou comunicação. Mas uma das dicas de como ser um bom vendedor é justamente a criatividade.

O profissional não deve apenas repassar as funções técnicas e descrições do catálogo do produto ou os detalhes de um serviço na hora da venda. Deve ser criativo para entender qual é a necessidade do cliente e como o seu produto ou serviço entrega a solução ideal.

Dessa forma, precisa conhecer bem o seu público-alvo, entender suas queixas e, assim, entregar algo diferenciado da concorrência. Muito mais do que vender simplesmente o produto, é necessário vender seu “valor”.

Para isso, o vendedor deve deixar claro ao cliente por que sua vida pode melhorar com essa compra, enfatizando as vantagens e benefícios do produto ou serviço, bem como os diferenciais da marca ou empresa.

Intraempreendedorismo

O vendedor 4.0 deve atuar com intraempreendedorismo, que é uma capacidade de trabalhar como se fosse o dono da empresa. Assim, é fundamental que o profissional tenha uma visão sistêmica do negócio e pense em não apenas bater metas, mas melhorar os resultados da empresa de forma global.

Dessa maneira, ele consegue pensar em soluções para atingir novos públicos ou ainda identificar tendências e oportunidades, trazendo ideias e soluções para o sucesso do negócio.

Inteligência emocional

Vender envolve estar em contato direto com pessoas, por isso o vendedor 4.0 deve desenvolver a inteligência emocional para ter êxito na carreira. O que isso significa?

É saber entender as próprias emoções e das pessoas ao seu redor e, assim, agir de modo equilibrado, mesmo em cenários adversos. Por isso, é importante que o profissional:

  • seja empático — coloque-se no lugar do cliente para entender suas necessidades e, assim, buscar formas de entregar uma solução;

  • não haja por impulso — analise todos os pontos de uma situação para só então tomar uma decisão;

  • saiba separar a vida pessoal e profissional — os problemas de casa não podem, em hipótese alguma, atrapalhar o desempenho no trabalho;

  • pense de forma positiva — pode ser que as vendas caiam em determinado período, e isso não deve ser motivo de desânimo, mas sim de aprendizado. É importante identificar as falhas e saber como melhorar.

Senso crítico

O bom vendedor deve ter senso crítico para saber analisar situações e, assim, pensar em soluções para ter sucesso em suas atividades.

Para isso, é importante que ele esteja bem informado sobre o que está vendendo, entenda o mercado e seu público-alvo e dê feedbacks aos superiores, principalmente quando perceber que algum processo é ineficiente em relação às vendas.

Adaptabilidade

O mercado, produtos e processos de vendas são dinâmicos e podem mudar de forma rápida. Desse modo, um bom vendedor deve estar pronto para se adaptar a novos cenários, que inclui também novos comportamentos do consumidor. Por exemplo, realizar uma venda da mesma forma que décadas atrás não condiz mais com esse novo cliente, que espera transparência e agilidade nas transações.

Os gestores buscam vendedores flexíveis, que consigam ter um bom desempenho em diferentes situações, seja em época de crescimento ou de crise ou ainda diante de um novo nicho de mercado que a empresa passe a explorar.

Além disso, é fundamental saber trabalhar com diferentes tipos de públicos e em equipes heterogêneas, ou seja, de diferentes áreas ou gerações. Aliás, essa é uma ótima oportunidade de aprendizado para o vendedor.

Por fim, ele deve estar aberto a novas tecnologias para saber como abordar o consumidor não somente de forma presencial ou por telefone, mas também por meio de novos canais.

Persuasão

A persuasão deve ser uma habilidade do bom vendedor. Isso envolve saber argumentar com segurança, levando em conta aspectos reais do produto ou serviço. É uma maneira de influenciar os clientes para que escolham sua marca e não a da concorrência.

Essa é uma estratégia de comunicação, em que o profissional deve saber como estruturar a mensagem e demonstrar firmeza, a fim de conseguir uma boa negociação.

Atualização constante

Se você quer saber como ser um bom vendedor, precisa entender a necessidade da atualização constante, pois o profissional de vendas não pode ficar para trás. Dessa maneira, deve acompanhar revistas, sites, blogs e grupos de discussão voltados para essa área, participar de eventos e palestras relacionados às vendas e, o mais importante, buscar cursos de qualificação.

Somente o diploma da faculdade não é mais suficiente para quem busca se destacar no mercado. É imperativo ir além, e isso só é possível quando o profissional resolve dar um passo a mais em sua formação, realizando cursos de pós-graduação — como especialização e MBA.

É uma oportunidade de conhecer as tendências da sua área, entrar em contato com outros profissionais e acompanhar estudos de caso que vão fazer a diferença no seu dia a dia profissional. Sem contar que um certificado de pós-graduação, além de valorizar seu currículo, vai aumentar seu salário e pode possibilitar uma promoção.

Veja a seguir algumas opções de cursos para quem atua no segmento de vendas:

  • MBA em Marketing: Ênfase em Vendas;

  • MBA em Gestão: Pessoas e Liderança;

  • MBA em Gestão Empresarial

Como ser um bom vendedor? Para se adequar às novas exigências do mercado, é importante que o profissional tenha uma visão global do processo de vendas, que inclui um conhecimento sobre o público-alvo e suas necessidades para que, dessa forma, consiga oferecer um diferencial. Assim, é essencial buscar cursos de capacitação de qualidade para se manter atualizado diante das tendências do setor.

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Entenda como está a presença da mulher no mercado de trabalho

Segundo a pesquisa Estatísticas de Gênero do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2018, as mulheres recebiam, em 2016, 76,5% do rendimento dos homens, apesar de 16,9% delas terem ensino superior completo, contra 13,5% do grupo masculino.

Esses dados revelam as desigualdades enfrentadas pela mulher no mercado de trabalho, mesmo quando as pesquisas mostram que elas superam os homens na questão da escolaridade — fato que deveria ser valorizado pelas empresas.

Neste artigo, vamos mostrar como está a presença feminina no ambiente corporativo, (principalmente em cargos de gestão), como elas podem superar esses obstáculos e as vantagens para as empresas de ter uma mulher nas posições de liderança. Acompanhe!

Qual é a participação das mulheres em cargos de gestão?

Quando se trata de ocupar cargos de gestão, há ainda um longo caminho para que se conquiste a igualdade de gênero, tanto no Brasil como em outros países. Para se ter uma ideia, da lista com as maiores companhias do mundo, do ranking anual Fortune 500 de 2108, somente 24 delas tem uma mulher CEO. Em 2017, o número era maior: chegou a 32 profissionais nessa posição.

No Brasil, uma pesquisa trouxe um dado mais animador. A International Business Report (IBR) – Women in Business, realizada pela Grant Thornton com 5 mil companhias de 35 países, apontou que 29% das empresas brasileiras têm liderança feminina, contra 24% da média global.

No entanto, os dados do IBGE mostram outro cenário. De acordo com a pesquisa Estatísticas de Gênero, elas ainda são minoria nos cargos mais altos, tanto no setor público como no privado. Apesar de as mulheres representarem mais da metade da força de trabalho brasileira (51,7%), apenas 37,8% delas estão em posições gerenciais.

Para o IBGE, os cargos gerenciais na esfera privada englobam desde diretorias até gerências das companhias. Já na esfera pública contemplam tribunais e diretorias de órgãos do governo — cargos que podem ou não exigir a aprovação em concurso público.

Como elas podem enfrentar as dificuldades?

As mulheres enfrentam uma série de obstáculos, que vão desde um pensamento arcaico e machista, que desvaloriza a competência feminina no trabalho, até o assédio que muitas delas ainda enfrentam no ambiente corporativo.

Além disso, as profissionais precisam se dividir entre o trabalho e afazeres com a casa e filhos. O levantamento do IBGE apontou que elas dedicam 18,1 horas semanais com essas tarefas, enquanto os homens dedicam 10,5 horas.

É claro que isso tem impacto na oferta de emprego para a mulher, que pode perder oportunidades por não conseguir a flexibilidade que precisa para dar conta de todas as funções.

Apesar das estatísticas, é importante que elas reajam e garantam seu lugar no mercado de trabalho. Dessa forma, é fundamental:

  • não deixar de estudar — as mulheres não devem parar ao conquistar o ensino superior. É importante que realizem cursos de pós-graduação, como especializações e MBA, para que consigam valorizar ainda mais o currículo;

  • ter autoconfiança — a cultura machista afeta muitas mulheres que, apesar de sua formação e competência, não se sentem capazes de assumir cargos com maior responsabilidade. É preciso se autoconhecer e ter autoconfiança para crescer na carreira, apesar das dificuldades;

  • saber negociar — elas precisam deixar claro suas competências e o valor que têm para as empresas para, dessa maneira, saber negociar salários e cargos mais altos com seus superiores.

Além disso, é essencial que mulheres que já ocupam cargos gerenciais levem essa luta adiante e valorizem as profissionais da sua equipe, saibam reconhecer os talentos e também incentivem seu crescimento para que assumam posições de liderança.

Seria muito fácil modificar esse quadro se dependesse somente da mobilização da mulher no mercado de trabalho. É importante também que a sociedade exija políticas públicas que facilitem a inclusão das mulheres no mundo corporativo, com a universalização, por exemplo, de acesso a creches e escolas infantis de tempo integral.

Reduzir a discriminação de gestantes e mães no ambiente organizacional também faria uma enorme diferença para que essas mulheres possam ascender profissionalmente.

Quais são as características da liderança feminina?

Empresas que dão espaço para o crescimento das mulheres só têm a ganhar. As profissionais fazem diferença no ambiente organizacional e também no sucesso do negócio. Veja a seguir algumas características da liderança feminina:

  • multitarefa — elas têm a capacidade de ter um bom desempenho em várias atividades ao mesmo tempo e, assim, podem gerenciar assuntos diferentes com tranquilidade;

  • organização — como as mulheres se preocupam com um ambiente mais ordenado, a chance de erros nas tarefas acaba sendo menor;

  • bom relacionamento interpessoal — as profissionais, geralmente, sabem lidar bem com pessoas de diferentes temperamentos e, assim, são capacitadas para mediar e evitar conflitos;

  • flexibilidade — as mulheres conseguem se adaptar a diferentes cenários e mudanças de estratégias, habilidade importante para o dinamismo do mercado;

  • resiliência — quando algo dá errado, as mulheres não se abatem e tentam entender os pontos falhos para recomeçar e tentar fazer melhor;

  • habilidade de comunicação — elas conseguem transmitir de forma clara as mensagens, além de dar e receber feedbacks. Assim, mantêm boas relações com outros colaboradores e clientes;

  • empatia — as mulheres têm sensibilidade para se colocar no lugar do outro, habilidade importante para cargos de gestão e para a condução das equipes.

Por que é importante que o mercado de trabalho se torne igualitário?

O mundo muda rapidamente, com vários avanços em tecnologias e modelos de gestão. Contudo, muitas empresas ainda têm um pé no passado quando se trata de igualdade de gênero em seu quadro de colaboradores.

É fundamental mudar essa mentalidade, que não combina mais com a era atual. Os gestores devem entender que tanto os homens como as mulheres podem agregar valor ao trabalho e que, independentemente do gênero, devem ser valorizados pelo seu esforço e competência e incentivados a crescer profissionalmente.

De modo ainda lento, a presença da mulher no mercado de trabalho vem aumentando. As empresas precisam perceber claramente que não há mais espaço para qualquer tipo de discriminação e, dessa forma, dar oportunidades iguais para qualquer cargo.

E você? Como avalia a situação das mulheres hoje no ambiente corporativo? Deixe seu comentário no post!

 

CAFÉ EMPRESARIAL: Felicidade e propósito – Como você trata a sua carreira?

No dia 26/03, às 8h, o CEEM FGV promove em Caxias do Sul, o CAFÉ EMPRESARIAL, com o tema: Felicidade e propósito – Como você trata a sua carreira? No evento, a professora do MBA FGV, Jacqueline Christine Rezende Guedes falará sobre a busca histórica pela felicidade e pelo propósito, o olhar da ciência a respeito da felicidade, como desenvolver aspectos geradores de felicidade, propósito de vida e carreira, a importância do autoconhecimento, gestão das emoções e as relações interpessoais, estratégias eficazes para melhora da qualidade de vida e do desempenho acadêmico.

Palestra: O Desafio das Empresas na Capacitação de seus Colaboradores

Sexta-feira, dia 22/03, às 16h30, acontece no CEEM FGV Campo Grande, a palestra – O Desafio das Empresas na Capacitação de seus Colaboradores. Na oportunidade, o professor do MBA FGV, Eduardo Pitombo Machado abordará não apenas as dificuldades de engajamento dos colaboradores das empresas nos programas de capacitação e educação corporativa, mas os desafios do desenvolvimento de uma cultura voltada à educação. Ao longo da palestra, serão apresentadas tendências de metodologias, inovações, tecnologias e modelos de aprendizagem corporativa, além de cases de sucesso em engajamento e no retorno sobre os investimentos em educação realizados pelas empresas.

Mesa Redonda sobre Liderança Executiva em Saúde

No dia 11/03, às 19h, acontece no CEEM FGV Caxias do Sul, a Mesa Redonda sobre Liderança Executiva em Saúde: Novos Modelos de Valor em Saúde. No evento que terá como mediadora a coordenadora do MBA FGV, Tania Furtado, serão abordados os novos conceitos de valor em saúde no que tange a remuneração variável, metodologias de aspecto cultural e principalmente dos cenários a nível nacional e internacional. Esse encontro faz parte da Aula Inaugural do MBA em Gestão: Serviços em Saúde da FGV. 

Descubra se você tem um perfil mais especialista ou generalista

Especialista ou generalista? Enquanto algumas pessoas buscam constantemente fazer parte do primeiro grupo, outras fazem questão de se enquadrar no segundo. Mas, afinal, você consegue dizer em qual dos dois lados se encaixa?

Neste artigo, veremos quais são as características de cada perfil, como eles trabalham e quais são suas vantagens e desvantagens. Além disso, você descobrirá como desenvolver ambos e verá em quais momentos é mais vantajoso aplicar o perfil especialista ou generalista.

Ao terminar a leitura, sua clareza sobre o tema será maior do que antes, podendo gerar novos direcionamentos profissionais. Portanto, continue acompanhando!

O que caracteriza o perfil especialista?

O profissional especialista se caracteriza por ter um alto nível de conhecimento em uma única área. Por exemplo, se você trabalha no setor de marketing, é formado justamente nesse ramo e possui cursos e especializações sobre o assunto, a tendência é que se torne um especialista em marketing. É a chamada formação vertical, na qual a pessoa se aprofunda cada vez mais em um determinado tema.

Os especialistas tendem a ser muito buscados em áreas que pedem um grau elevado de preparação. Um exemplo é o segmento da saúde, no qual há uma procura constante por médicos especializados. Hoje, a terceirização por especialização também é uma tendência, já que muitas empresas buscam profissionais para executar tarefas que elas não dominam.

Um ponto de dificuldade na carreira dos especialistas é a rapidez com que seus conhecimentos ficam defasados. Atualmente, com as inovações tecnológicas, tudo muda rápido demais. Assim, alguém que há pouco tempo era extremamente especializado pode já não ser referência no assunto. Por isso, para ser um especialista, uma das habilidades fundamentais é a capacidade de aprendizado.

Como o perfil especialista trabalha?

O especialista trabalha de forma técnica, resolvendo problemas específicos por meio de suas habilidades. Por exemplo, em uma indústria, o especialista é quem tem conhecimentos e capacidades para operar máquinas específicas ou realizar um tipo único de acabamento.

Já em serviços, quem é especializado pode prestar consultoria ou atendimentos para atender necessidades e resolver problemas pontuais. Uma assistência de computadores, digamos, exige que o técnico tenha conhecimentos específicos sobre essa função.

E o perfil generalista?

O profissional generalista é aquele que tem conhecimentos sobre diversos aspectos de um negócio ou mercado, como: gestão, informática, finanças, recursos humanos, marketing, assim por diante. Muitas vezes é alguém que passou por diversas experiências de trabalho distintas, aprendendo um pouco sobre cada assunto. É a chamada formação horizontal.

Generalistas costumam ter uma visão sistêmica dos negócios, compreendendo como as diferentes áreas se relacionam e de que maneira os departamentos colaboram uns com os outros. Para muitos gestores, essa capacidade de enxergar o todo é uma grande qualidade. Inclusive, essa é uma característica que faz com que os generalistas assumam funções de liderança mais rapidamente, já que os cargos de gestão tendem a exigir justamente uma diversidade de conhecimentos.

Por outro lado, o risco de ser um generalista é acabar não se destacando. Em termos de marketing pessoal, por exemplo, o especialista tende a ser mais lembrado. Por isso, é fundamental que o generalista saiba promover suas habilidades de gestão e solução de problemas, independentemente da área em que estiver atuando.

Como o perfil generalista trabalha?

O profissional generalista costuma lidar com tarefas mais ligadas à gestão de pessoas e processos. Voltando ao exemplo da indústria: enquanto o especialista é craque em operar um determinado tipo de máquina, o generalista pode organizar os pedidos, gerenciando as expectativas dos clientes e se certificando de que os prazos de entrega serão cumpridos.

Em uma assistência técnica, o generalista pode ser o gerente ou até mesmo o dono do negócio. Ele não precisa necessariamente entender de tecnologia, já que poderá contratar e fazer a gestão de profissionais especializados.

Quais são as vantagens e desvantagens de cada perfil?

A verdade é que ambos os perfis podem ser extremamente bem-sucedidos. Tudo depende da aptidão de cada profissional e da maneira que ele prefere trabalhar. Dito isso, vamos analisar as vantagens e desvantagens de cada perfil: especialista ou generalista.

Vantagens do perfil especialista

As principais vantagens do perfil especialista são:

  • alta demanda e valorização em áreas que exigem conhecimentos técnicos, como saúde, engenharia e TI;

  • possibilidade de treinar ou ensinar colaboradores e colegas;

  • maior chance de ser reconhecido como destaque em sua área de especialização.

Desvantagens do perfil especialista

Já entre as desvantagens do perfil especialista estão:

  • rápida defasagem do conhecimento, o que exige estudo e atualização constante;

  • menor tendência a ocupar cargos de gestão.

Vantagens do perfil generalista

Alguns dos principais benefícios do perfil generalista incluem:

  • maior demanda e funções no mercado de trabalho;

  • maiores chances de ocupar cargos de gestão;

  • boas possibilidades de atuar nas áreas de administração, gestão e negócios.

Desvantagens do perfil generalista

Entre as desvantagens do perfil generalista estão:

  • maior dificuldade de ser visto como referência em sua área;

  • por não terem um único foco, é comum que generalistas passem por períodos de incerteza em relação à vocação.

Qual perfil adotar em cada momento da carreira?

Ao iniciar a carreira, por mais que uma pessoa se esforce para buscar conhecimentos específicos, ela dificilmente se tornará especialista em um curto período de tempo. A famosa regra das 10.000 horas — apresentada pela primeira vez no livro Outliers, de Malcolm Gladwell — diz o seguinte: para se tornar especialista em algo, um profissional costuma investir cerca de 10.000 horas de esforço (ou 8 horas por dia durante 4 anos).

Portanto, aproveitar oportunidades de job rotation, estágios e passagens por diferentes áreas de atuação pode render bons frutos em um primeiro momento. Ou seja, uma abordagem generalista no início da carreira pode proporcionar novas chances, aprendizados e autoconhecimento.

O candidato terá mais chances de investigar o que gosta para, posteriormente, se especializar. Nos anos seguintes, com o acúmulo de experiência em uma área que desperte o seu interesse, a tendência é tornar-se cada vez mais especializado.

Após isso, é interessante voltar a investir em habilidades de gestão, visão sistêmica e relacionamento interpessoal, isto é, no perfil generalista, focando em ocupar cargos mais altos. Isso fará da pessoa um profissional completo, capaz de tomar decisões corretas, conduzir equipes e, ainda, processar conhecimentos específicos com agilidade e eficiência.

De todo modo, qualquer caminho proposto deve ser considerado com ressalvas, já que tudo vai depender dos objetivos que o indivíduo possui. Há quem tenha prazer em desenvolver atividades mais generalistas desde sempre, assim como existem aqueles que preferem focar seus esforços em se especializar cada vez mais, abrindo mão de ocupar cargos voltados à gestão de pessoas.

Enfim, na dúvida entre ser especialista ou generalista, não existe uma resposta padrão. Cada perfil é adequado para determinadas situações, podendo gerar excelentes resultados e receber ótimas remunerações. Ao mesmo tempo, vale lembrar que um profissional não precisa ser 100% generalista ou especialista. Ao mesclar as duas possibilidades, a tendência é tornar-se um candidato ainda mais completo.

Aproveite para conferir também como a FGV auxilia o seu crescimento profissional e entenda como se qualificar de maneira estratégica!

 

Aulas Inaugurais MBA FGV 2019

As Aulas Inaugurais da FGV são uma oportunidade para alunos e profissionais interessados entrarem em contato com a dinâmica da aula de MBA, conhecerem melhor o curso e interagirem diretamente com o coordenador. Então não perca essa oportunidade! Se você está interessado em cursar um MBA no CEEM FGV, chegou a hora de experimentar. Confira o cronograma abaixo e inscreva-se na Aula Inaugural de interesse: