Conhecer os tipos de gestão empresarial é algo indispensável para qualquer profissional que deseja se destacar no cotidiano corporativo e contribuir para o alcance dos objetivos da empresa. Afinal, independentemente do modelo escolhido, o foco principal deve ser a manutenção de uma equipe engajada e motivada em torno de um objetivo único: o sucesso empresarial.

Se o crescimento é a meta das empresas, é certo que uma gestão eficiente e adequada é o instrumento capaz de elevar o nível de organização e de comprometimento do negócio para, então, alcançar os resultados almejados.

Portanto, diante da importância dessas estratégias no contexto empresarial, este conteúdo pretende listar alguns tipos de gestão existentes, mostrando os benefícios de cada um deles para o seu negócio. Continue com a leitura e se informe um pouco mais sobre o assunto!

Quais são os principais tipos de gestão empresarial?

1. Cadeia de valor

O primeiro modelo de gestão apresentado no post de hoje é conhecido como cadeia de valor e foi introduzido em 1985 por Michael Porter. Em resumo, ele dizia que uma cadeia de valor se refere a todo o conjunto de atividades realizadas em uma empresa, como atendimento ao cliente, contato com fornecedores, vendas e produção.

Assim, o valor é a quantia que os consumidores estão dispostos a pagar pelo serviço ou pelo produto ofertado pelo negócio e a meta, portanto, é criar valor. Trata-se de um modelo bem interessante, que pode ser utilizado para que uma empresa conheça o seu nível de competitividade no mercado. De modo geral, ao ter ciência do valor de suas operações, a companhia pode trabalhar para ampliar essa cifra, reduzir os custos e, assim, estabelecer uma vantagem competitiva.

Na prática, sua empresa pode aplicar esse método com o foco no aumento da rentabilidade. Ao compreender a sua própria cadeia de valor, desde o projeto inicial de seu produto até a entrega final ao seu cliente, é possível ampliar os lucros e observar como suas atividades se encaixam na cadeia de valor de clientes e fornecedores.

2. Ciclo de inovação

O ciclo de inovação é um tipo de gestão empresarial que tem o foco nos procedimentos de inovação adotados por uma empresa. Sempre que uma companhia pesquisa, planeja e implementa um novo processo, serviço ou produto, ela está inovando.

O ciclo de inovação visa controlar e monitorar o tempo gasto com tais mudanças que, como você sabe, são essenciais para assegurar a competitividade em qualquer negócio. Importante ressaltar que, caso você adote esse modelo de gestão, é necessário seguir 3 etapas, que precisam ser gerenciadas de maneiras distintas:

  1. Criação
  2. Implementação
  3. Capitalização

Dessa forma, o ciclo de inovação se inicia na fase experimental — momento em que surgem inúmeras ideias, tendo como base as tecnologias disponíveis. Nessa etapa, por enquanto, ainda não são realizados grandes investimentos, tampouco um modelo de negócio é definido.

A fase disruptiva se inicia quando o ciclo de inovação se intensifica e algumas ideias começam a amadurecer. A maioria das sugestões da fase experimental não são levadas adiante. No entanto, algumas se destacam e prosseguem a jornada no ciclo.

Já na fase combinatória, há uma associação de várias ideias — na tentativa de encontrar uma que decole. Muitos investidores estão mais atentos e abertos aos riscos, investindo em projetos que, até então, podem parecer absurdos.

A última fase, conhecida como incremental, é marcada pelo fim das tentativas de combinação e início da consolidação de uma ideia. Depois de todo o ciclo, a empresa já amadureceu seus projetos e está preparada para inovar no mercado.

3. Ciclo PDCA

O ciclo PDCA (sigla para PlanDoCheckAct) é um modelo de gestão empresarial que tem como foco a melhoria contínua de um produto ou serviço.

É importante ressaltar que esse modelo pode ser aplicado em qualquer tipo de negócio, já que o grande objetivo é tornar uma empresa mais ágil e eficiente, por meio de uma gestão mais clara e objetiva.

Dessa forma, o modelo é estruturado em 4 fases, correspondentes às letras da sigla PDCA:

  1. Planejar
  2. Desenvolver
  3. Checar
  4. Agir

Na fase de planejamento, temos a identificação de problemas e a criação de planos de ação, ou seja, programa-se como atuar frente a um desafio ou problema relacionado ao negócio, traçando-se metas. Em seguida, na fase de desenvolvimento, o plano é colocado em prática.

Na próxima fase, é realizada a conferência dos resultados alcançados, por meio de indicadores de desempenho. Ou seja, o gestor avalia constantemente os avanços e as falhas, elaborando relatórios sobre os projetos.

Na última fase — Act/Agir — as falhas são corrigidas e os gestores trabalham para padronizar e implementar as ações que tiveram sucesso. Se necessário, o gestor pode traçar novos planos de ação, com o objetivo de alcançar sempre a melhoria dos processos empresariais.

4. Gestão democrática

Entre os tipos de gestão empresarial, está a gestão democrática, modelo que valoriza a participação de toda a equipe nos negócios, até mesmo na tomada de decisões. Por conta dessa característica, é fundamental que tenha como líder alguém que valorize a comunicação, demonstre transparência nas ações, confie nos profissionais e saiba como delegar tarefas.

Ao trabalhar dessa forma, a empresa fomenta a troca de conhecimentos, o que pode ser interessante para a busca de estratégias e de soluções, principalmente em momentos de crise. Além disso, você conta com um time mais comprometido, pois sabe que tem seu talento valorizado no ambiente corporativo.

Com a crescente automação de processos, fica mais fácil adotar esse tipo de gestão, pois é possível integrar setores, destacando o papel de cada profissional em um projeto, por exemplo.

As precauções ao apostar nesse modelo são:

  • ter cuidado com a indecisão em situações mais críticas — muitas vezes, é preciso agir rápido e não esperar a opinião de toda a equipe a fim de elencar qual é a melhor estratégia a adotar;
  • excesso de reuniões para resolver qualquer questão, inclusive as mais simples, prejudicando a produtividade dos profissionais.

5. Gestão meritocrática

É um modelo baseado na chamada cultura do merecimento, ou melhor, do mérito. Desse modo, os profissionais são reconhecidos de acordo com sua performance. Nesse contexto, o ideal é que cada colaborador conheça bem os valores e visão do negócio, saiba qual é o seu papel na organização, o que é esperado dele e quais metas precisa alcançar para se destacar.

Na gestão meritocrática, é comum que ocorram premiações ou promoções conforme as pessoas conseguem atingir os objetivos estabelecidos.

Torna-se, assim, um dos tipos de gestão empresarial em que não há lugar para o comodismo, pois somente quem demonstrar um diferencial e agregar valor, de fato, à empresa pode alcançar cargos mais altos.

A vantagem desse modelo é que o gestor pode identificar os talentos com mais clareza. No entanto, o ponto negativo é que pode haver uma competitividade mais acirrada entre os profissionais, atrapalhando a harmonia do clima organizacional e o trabalho em equipe.

6. Gestão centralizadora

É um método de gestão em que as tarefas e decisões ficam centralizadas no topo hierárquico da empresa, ou seja, nos profissionais com cargos mais elevados. A vantagem é que há um controle maior sobre os processos do negócio, uniformidade nos procedimentos adotados e rapidez nas decisões em situações de urgência.

Contudo, é um modelo perigoso, pois pode demonstrar um perfil perfeccionista e, ao mesmo tempo, inseguro dos gestores, que não confiam na equipe nem reconhecem os talentos que tem. Com isso, o fluxo de trabalho não é otimizado, pois fica tudo concentrado nas mãos de poucas pessoas.

Além disso, os profissionais podem ficar desmotivados, pois não participam de pontos importantes nos projetos ou, muitas vezes, não sentem que fazem parte daquele time. Sabem que não terão a possibilidade de crescer na empresa — o que pode favorecer o turnover e, consequentemente, gastos mais constantes com contratações, demissões e treinamentos.

Qual é o melhor para o meu negócio?

Após conhecer esses 6 tipos de gestão empresarial, você pode ficar em dúvida sobre qual deles é o ideal para a sua empresa — e esse é um questionamento comum, mas a resposta para tal indagação é simples. De maneira geral, não se pode afirmar que um modelo seja mais adequado ou melhor que outro. Na verdade, para que uma empresa cresça e se mantenha competitiva, é preciso adaptar os modelos às diversas situações vivenciadas pelo negócio.

Dessa maneira, ainda que você se identifique mais com um desses modelos apresentados no post, é necessário saber aplicar os demais — com a finalidade de sempre alcançar os melhores resultados. Por exemplo, caso tenha percebido a necessidade de inovar, é interessante aplicar o ciclo de inovação para encontrar formas de se diferenciar no mercado. Da mesma forma, caso falhas no atendimento sejam observadas, o modelo PDCA pode ser o mais indicado para aperfeiçoar os processos e alcançar a satisfação de seus clientes.

Ao longo do artigo, você conheceu os 6 tipos de gestão empresarial mais utilizados atualmente — e um bom gestor deve saber identificar o momento adequado para aproveitar os benefícios de cada um desses tipos. Portanto, fique atento e aplique o modelo de acordo com as necessidades da sua empresa.

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