A metodologia Design Thinking é uma das soluções à disposição dos profissionais para lidar com a atualidade. O mundo VUCA gera um cenário de mudanças rápidas e constantes, e os gestores precisam de boas ferramentas para promover a inovação nas empresas. Afinal, só sobrevive ao ambiente quem consegue se adaptar.

É muito natural, portanto, que os interessados busquem informações sobre o tema e tenham dúvidas no processo de aprendizagem. Até porque o Design Thinking é um recurso novo, e os conceitos encontram-se espalhados em diversos materiais, livros, blogs e outras publicações.

Por isso, o conteúdo abaixo reúne os pontos principais sobre a ferramenta e ensina como utilizá-la para desenvolver a cultura da inovação. Continue a leitura para aprender uma habilidade valiosa e gerar resultados concretos para a sua organização!

Como funciona a metodologia Design Thinking?

Design Thinking é um processo criativo estruturado em fases que conduzem rapidamente o usuário desde o contato com um problema até a inovação em produtos, serviços, processos e medidas. A ferramenta expande a abordagem dos designers para outras áreas, permitindo não apenas levantar ideias rapidamente, mas também validar os conceitos com experimentação.

Imersão

A primeira etapa é entender o problema e pesquisar o conhecimento que pode contribuir para solucioná-lo. É quando, por exemplo, ao identificar uma queda na motivação do time, o líder conversa com os colaboradores, lê artigos sobre satisfação no trabalho, olha para os cases de sucesso da área, ou seja, reúne o máximo de informações.

O levantamento pode ser realizado nas mais variadas fontes, conforme o tipo de problema colocado diante do time. Não há uma regra, pois o Design Thinking pode ser aplicado seja a questões pontuais, como resolver um conflito, seja a questões complexas, como desenvolver um novo produto. Veja exemplos de ações comuns nessa etapa:

  • ouvir as pessoas diretamente envolvidas no problema;
  • exercer a empatia e entender as necessidades dos destinatários da solução;
  • buscar materiais didáticos sobre o tema, como livros, palestras e cursos rápidos;
  • aconselhar-se com especialistas na área;
  • avaliar o contexto interno e externo, por exemplo, com a análise SWOT;
  • fazer benchmarking.

Ideação

A compreensão do problema e do seu entorno servem de subsídio para que os profissionais levantem propostas de solução. Aqui, entra o importante papel para a inovação, porque cada vez mais a satisfação das necessidades organizacionais, de clientes, colaboradores e afins exige respostas diferenciadas.

Também a ideação é uma etapa em que não há um formato único, mas diferentes abordagens. Veja algumas delas:

  • aplicar brainstormings para incentivar a criatividade;
  • listar insights, agrupar e combinar ideias;
  • dividir as equipes em grupos de trabalho, responsáveis por apresentar propostas;
  • criar um força-tarefa, separando os profissionais com as competências mais adequadas para a situação;
  • abrir canais de comunicação com os destinatários, aceitando sugestões;
  • usar incentivos, como oferecer premiações para o colaborador que apresentar uma solução.

Vale ressaltar que o líder será fundamental na fase de ideação. Quem coordena a atividade deve ser capaz de gerar a sensação de segurança e liberdade, tão necessária para que os profissionais se exponham e apresentem propostas.

Prototipagem

As ideias levantadas, em um terceiro momento, precisam ser avaliadas quanto à viabilidade e capacidade de gerar o valor pretendido. Assim, logo após a ideação, é comum realizar uma triagem das propostas, mantendo apenas as de maior potencial.

Posteriormente, as propostas vencedoras serão transformadas em uma versão simplificada da solução final, em que se buscará entender se a inovação funciona ou não. O protótipo pode ser uma versão do produto ou uma representação, como maquetes, desenhos e apresentações.

Geralmente, as características do problema é que determinam a complexidade. Por exemplo:

  • no desenvolvimento de um software, o protótipo pode ser um modelo com a nova funcionalidade implementada;
  • no ramo de alimentos, é possível experimentar uma nova receita com grupos de testes;
  • no dia a dia da empresa, um novo processo pode ser encenado ou representado em storyboard.

Enfim, as possibilidades são bastante variadas.

Implementação

O feedback deve ser utilizado para desenvolver a inovação ou descartar ideias pouco efetivas. Se for o caso de dar continuidade, o projeto ingressa na fase de implementação, em que o novo produto, processo, versão, entre outros será produzido e entregue aos destinatários.

Um ponto interessante é verificar a viabilidade da ideia em relação à escala. Muitas vezes, o protótipo funciona, mas a multiplicação da solução produz um custo que impede o prosseguimento.

Benefícios

De todo modo, ao concluir todas as etapas da metodologia Design Thinking, a empresa terá levantado e submetido ideias a teste com muito mais eficiência. A evolução nos processos de criação diz respeito ao ganho de atributos importantes, como:

  • agilidade — o processo integra as ações em um ciclo curto de atividades;
  • experimentação — as ideias são rapidamente colocadas em contato com o mundo real;
  • colaboração — o processo incentiva a partição de todos os membros do time;
  • redução de custos — as ações são pouco burocráticas, e ideias inviáveis são eliminadas antes de se tornarem despesas significativas;
  • empatia — as necessidades do destinatário são efetivamente consideradas;
  • inovação — o processo, de fato, exercita a criatividade e a busca por novidades.

Como a metodologia Design Thinking e suas ferramentas ajudam a criar um cenário inovador nas empresas?

O objetivo do Design Thinking é a inovação em produtos, serviços, processos e medidas, criando ou aperfeiçoando soluções. Em uma empresa, a metodologia pode ser encarada por diferentes ângulos e, em cada um deles, ajuda a consolidar uma cultura relacionada ao pensamento fora da caixa. Veja, a seguir, os diferentes papéis da ferramenta.

Competência

Conhecimento, habilidade e atitude são as qualidades que auxiliam os profissionais a serem criativos, colaborarem entre si, olharem para os clientes e buscarem soluções diferenciadas.

Processo

Organiza as atividades em uma sequência lógica de ações para estimular a inovação no ambiente de trabalho, a qual, inclusive, pode ser replicada em todos os setores da empresa.

Artefato

Representa pressupostos e valores relacionados à inovação. Dessa maneira, como a mudança cultural parte de elementos externos — como códigos, comportamentos e símbolos —, é um instrumento relevante para consolidar transformações nas empresas.

Clima organizacional

Modifica a sensação dos colaboradores a respeito da inovação. O ambiente de trabalho será visto como o local em que a inovação é incentivada, criando um clima favorável ao pensamento criativo.

Diferencial competitivo

Coloca uma condição que impulsiona a realização da estratégia de negócios. Afinal, além de sempre buscar novidades, a empresa é capaz de se atualizar rapidamente para sair na frente dos concorrentes e aproveitar tendências.

Sendo assim, é muito importante que os gestores aprendam cada vez mais sobre a metodologia Design Thinking para incorporar esses diferentes papéis. A transformação interna contribuirá para estabelecer um cenário simpático à criatividade e consolidar a cultura da inovação na empresa.

Então, qual é a sua opinião sobre a ferramenta? Acredita que ela trará mudanças positivas? Tem alguma experiência para compartilhar conosco? Deixe o seu comentário no espaço abaixo!

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