A inovação é um processo natural e crucial à evolução do mercado. Há a inovação emergente, que acontece passo a passo — são pequenas mudanças ao longo do tempo. Mas também há a inovação disruptiva, que muda por completo as regras do “jogo”.

Imagine o celular como inovação emergente. Há 20 anos o aparelho só fazia e recebia ligações, mas tem recebido várias funções. Hoje é lanterna, rádio, câmera fotográfica etc. Já a inovação disruptiva faz com que a tecnologia anterior seja esquecida. É o exemplo da Spotify que mudou por completo o modo de ouvir música de muita gente.

Nós reunimos uma série de informações sobre o assunto. Hoje, você vai entender como a inovação disruptiva impacta o mercado, conhecer alguns exemplos e algumas boas práticas. Portanto, acompanhe com atenção os próximos tópicos!

As empresas que apostam na inovação disruptiva

No que você pensa quando o assunto é inovação disruptiva? Ou melhor, em quais empresas? Há diversas companhias, dentro e fora do Brasil, que estão reformulando as regras do “jogo”, assim como lançando tecnologias e processos de ponta.

Há pouco tempo a comercialização em larga escala de carros elétricos era só um sonho. Hoje, a Tesla (principal fabricante) tem valor de mercado superior ao da GM e vende centenas de milhares de unidades todos os anos. O CEO da mesma empresa (Elon Musk) planeja construir o transporte mais rápido do mundo, o Hyperloop.

Outro caso disruptivo é o da Netflix, a empresa certamente transformou o modo de assistir séries e filmes em todo o planeta. A venda de DVDs caiu significativamente, afinal, hoje o conteúdo é acessado por streaming. E até as TVs por assinatura mais tradicionais estão sentindo esse peso, pois o número de assinantes é cada vez menor.

No Brasil, um bom exemplo de inovação disruptiva vem do Nubank. O banco digital tem transformado a maneira de comprar e fazer uma série de outras transações financeiras. Todo o atendimento é virtual, sem filas, com pouquíssima burocracia e de graça. Outros bancos, claro, estão tentando se adaptar à nova realidade.

O impacto para as empresas e o mercado

Muito se discute sobre o impacto das inovações disruptivas, e há até quem acredite que elas devem ser paradas. Algumas pessoas têm medo que essa evolução gere um grande número de desempregados ou acabe com as indústrias mais tradicionais, afinal, em pouco tempo a maior parte do trabalho será digital e automatizado.

Na prática, no entanto, não é exatamente isso o que tem sido visto. As inovações disruptivas têm contribuído para melhorar a vida das pessoas e até criar oportunidades de mercado. Empregos nunca pensados antes, como o de social media ou cientista de dados, já são comuns e funções mais modernas estão sendo criadas.

É exatamente isso o que diz a pesquisa da McKinsey Global, afirmando que cerca de 15% da força de trabalho será deslocada (isto é, passará por uma transição) até 2030, mas que os empregos criados substituirão os perdidos. As empresas, por sua vez, contarão com o aumento da produtividade e melhores margens de lucro operacional.

Não é difícil perceber que as inovações disruptivas mudam hábitos. Até pouco tempo você frequentava locadoras para alugar um filme, mas hoje isso parece engraçado. Portanto, as empresas devem estar atentas a essas rápidas mudanças e criar estratégias de transição para o que há de mais moderno — assim, é possível sobreviver.

Mas a realidade é que muitas empresas, inclusive as maiores (que exatamente pela robustez não conseguem se adaptar com agilidade), podem ter seus dias contados. John Chambers, ex-CEO da Cisco, tem advertido que boa parte das maiores empresas do mundo vão falir até 2020, justamente por causa das atuais inovações disruptivas.

Esse mesmo cenário é um “prato cheio” para que as atuais empresas adaptem-se às novas realidades do mercado e invistam em inovações disruptivas. Assim, todos — do CEO ao operário — podem ser beneficiados com a mudança. Além disso, os clientes poderão contar com bens, tecnologias e serviços mais acessíveis e de maior qualidade.

As boas práticas de inovação disruptiva

A grande dúvida é: o que fazer para continuar no mercado, aumentar o potencial da minha empresa e inovar de maneira disruptiva? A resposta é complexa e exige muito trabalho por parte de todos da empresa. Mas é possível dividi-la em três práticas:

Tome decisões baseadas em evidências

É preciso mudar, baseando-se em evidências internas e externas, por exemplo, indicadores de desempenho e pesquisas de mercado. Assim, terá maior segurança de que está fazendo a coisa certa e poderá decidir com eficácia acerca das inovações disruptivas.

Lembre-se: mudar nunca é fácil, especialmente pelo fator “humano” que resiste ao que é novo. Mas ao basear os novos processos, produtos e tecnologias em evidências, certamente terá o maior apoio do time e poderá transmitir segurança no que é feito.

Crie um time de growth hacking

Outra medida eficaz é criar um time que incorpore o que há de mais moderno no mercado dentro da empresa ou que proponha soluções inovadoras visando o seu crescimento. Esse time é comumente chamado growth hacking.

Algumas das startups mais inovadoras do mundo já contam com times de crescimento. Eles são responsáveis por gerar, analisar e implementar novas ideias, visando sempre o sucesso da empresa. A ideia ganhou forma com o livro Hacking Growth: a estratégia de marketing das empresas de crescimento mais rápido.

Estabeleça uma cultura de inovação

Nossa última dica é criar uma cultura de inovação, na qual todos da empresa sintam-se, em parte, responsáveis pela adequação da empresa ao que há de mais moderno. Quando todos da empresa entendem que podem contribuir e apontar pequenos problemas que carecem de solução, o processo de inovação disruptiva torna-se real.

Há muitas maneiras de fazer isso, como: criar eventos internos de hackathon, recompensar as melhores ideias e dar feedbacks acerca das melhorias que estão sendo feitas. Desse modo, todos sentem que podem (e devem) contribuir para a melhoria da empresa e para a criação de ideias disruptivas e capazes de fazer o negócio crescer.

Enfim, agora você está por dentro do assunto. Lembre-se de que a inovação disruptiva está presente nas empresas mais bem-sucedidas do mundo. Portanto, busque por ela!

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