Nos últimos anos, vivemos inúmeras mudanças sociais, econômicas e tecnológicas que afetaram todas as atividades humanas de alguma forma. No mercado de controladoria e finanças não foi diferente. Essa área também teve que lidar com alterações na economia e na legislação do país, fazendo com que a atualização profissional seja algo essencial.

Mas qual é a melhor maneira para se atualizar? Quais são as tendências da área? Acompanhe o texto e não fique para trás nesse setor tão competitivo!

1. Domine o inglês

Pode parecer uma dica irrelevante, mas dominar o inglês é muito importante — ainda mais para aqueles que trabalham ou miram uma vaga em uma multinacional.

A defasagem no idioma é comum na área, uma vez que a maioria das ocupações não a exigia anteriormente — mas esse cenário mudou.

Por isso, ter, pelo menos, o nível intermediário — e ser capaz de interpretar e transmitir informações sobre questões financeiras e administrativas no idioma estrangeiro — é essencial. Profissionais com nível avançado ou fluência em inglês são os mais cobiçados pelo mercado de trabalho.

2. Acompanhe as mudanças nas leis

Os recentes escândalos que assolam o Brasil mostram que, ao contrário do que se pensava, a corrupção não é um crime sem vítima — uma vez que traz inúmeros prejuízos para a sociedade — e nenhuma empresa está imune a ela.

No âmbito legislativo, uma das mudanças mais recentes veio por meio da aprovação da lei nº 12.846, de 2013, que ficou conhecida com Lei Anticorrupção. Entre outros pontos, a nova regra prevê a responsabilização das pessoas jurídicas por atos de corrupção, estabelecendo o pagamento de pesadas multas.

A aprovação desse texto tem grande impacto, principalmente, nas organizações que lidam diretamente com o poder público. Então, o ideal é que todas as áreas e profissionais da companhia estejam atualizados sobre as novas normas.

3. Conheça mais sobre compliance

Não é só por meio de leis que se busca combater a prática de atos ilícitos nas empresas. Uma das tendências mais fortes, hoje em dia, é a do chamado compliance, algo que cresceu ainda mais depois da aprovação da Lei Anticorrupção.

Em poucas palavras, compliance consiste em um serviço prestado por um departamento interno — ou terceirizado pela empresa — que busca analisar a fundo o seu funcionamento e observa se todas as práticas recomendadas, como leis e regras próprias de conduta, são seguidas.

Na teoria, essa espécie de “fiscalização interna” previne que funcionários cometam irregularidades, algo que pode ser muito difícil de ser identificado, principalmente em grandes corporações.

Além de evitar que a organização tenha problemas com a justiça — e eventuais punições —, o compliance colabora para a melhoria da imagem da empresa perante a opinião pública, sendo imprescindível na era das redes sociais.

4. Informe-se sobre sustentabilidade

Aqui, a sustentabilidade pode ser pensada de duas maneiras: financeira e ambiental.

A sustentabilidade financeira consiste em utilizar os recursos monetários disponíveis da melhor maneira possível para, assim, aumentar o lucro e o faturamento. Em outras palavras, significa não gastar mais dinheiro do que se recebe.

Planejar os gastos — por meio de um orçamento equilibrado e inteligente — permite que a empresa crie reservas e consiga ampliar suas perspectivas para o futuro.

A outra forma de utilização do termo sustentabilidade é quando se trata de questões ambientais. Da mesma forma que é de suma importância tomar atitudes para que o dinheiro seja usado sem desperdício, é preciso cuidado para que os recursos naturais tenham aplicação adequada — e para que atividade da empresa cause o menor impacto ao meio ambiente.

São vários os benefícios de se pensar na sustentabilidade ambiental. O primeiro deles é que a marca consegue uma imagem melhor junto aos clientes, que valorizam cada vez mais atitudes desse tipo.

Além disso, pode-se obter vantagens competitivas — pois companhias conseguem isenção de impostos adotando boas práticas de sustentabilidade — e economizar dinheiro, uma vez que isso estimula a economia de água e energia elétrica, itens que representam valores altos no custo de funcionamento de uma empresa.

Para implementar essas práticas, é preciso ter uma visão sistêmica de organização em todos os estágios. É necessário conversar com fornecedores para a obtenção de materiais ecologicamente corretos, criar campanhas de conscientização entre os colaboradores, ações de responsabilidade ambiental e preocupação com o descarte do lixo gerado no processo.

Assim, tanto a sustentabilidade financeira quanto a ambiental devem ser inseridas na cultura da empresa, para que possam funcionar de maneira efetiva.

5. Saiba o que é big data

Foi-se o tempo em que para gerenciar as finanças bastava dominar as planilhas. Estamos na era do big data. Esse conceito diz respeito à coleta de imensas quantidades de informações geradas por uma atividade e sua estruturação em bancos de dados, para análises que permitem a determinação de padrões e tomadas de decisões futuras — com menos riscos e mais agilidade.

Com tantos dispositivos conectados e sempre gerando uma quantidade maior de dados, é de se imaginar que, em um futuro próximo, a análise do big data seja imprescindível — e a empresa que deixar de utilizá-lo na área financeira perderá tempo.

Não é obrigatório saber lidar com programação de computadores para lidar com o big data, mas é bom ter conhecimento sobre softwares de análises de dados e possuir uma excelente capacidade de pensamento analítico.

6. Navegue por outras áreas e se atualize sempre

Unir todas as tendências permite encontrar um ponto em comum para quem precisa se atualizar no ramo: ser capaz de interagir com áreas do conhecimento diversas e, muitas vezes, fora do campo de formação do profissional. É preciso conhecer um pouco de marketing, projetos, negociação, gestão de pessoas e estatística para não ser superado. Isso exige disciplina para aprender e um perfil aberto a novas experiências.

Outra forma interessante de se atualizar é recorrendo a cursos — além da formação tradicional de graduação. Dessa forma, uma pós-graduação ou um MBA executivo na área de controladoria e finanças pode ser interessante para o profissional já inserido no mercado de trabalho. Assim, você não vai ficar parado no tempo e vai continuar crescendo na carreira. Conheça as opções de cursos oferecidos pelo CEEM.

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