Todo conhecimento é bem-vindo quando o objetivo é otimizar a gestão de pessoas e melhorar os resultados da empresa. Mas quem diria que até a neurociência — estudo científico das diferentes áreas do sistema nervoso — pode ser útil no aperfeiçoamento do trabalho de um líder?

A proposta parte do conceito de neuroliderança, termo que vem ganhando destaque entre diversos profissionais do mercado. Sua aplicação visa, principalmente, aprimorar o trabalho de quem toma decisões importantes e facilitar o desenvolvimento de equipes.

Que tal saber mais sobre o assunto e entender como essa nova forma de liderar pode transformar seu dia a dia na empresa? Basta acompanhar as informações que temos para você!

O que é neuroliderança e como ela funciona?

O termo foi criado pelo australiano David Rock, mentor responsável pelo desenvolvimento da metodologia Neurocoaching e pela fundação do NeuroLeadership Institute.

De acordo com o próprio instituto, a neuroliderança consiste em um campo de pesquisas e de estudos que utiliza os princípios do funcionamento do cérebro humano em conjunto com as principais práticas de gestão — focadas em recursos humanos, educação, formação, desenvolvimento de competências, entre outras ações.

O objetivo dessa ciência voltada aos processos de liderança é aproveitar o conhecimento científico relacionado à mente para melhorar as funções típicas dos gestores. Afinal, são eles os responsáveis por conduzir e preparar equipes inteiras dentro das empresas.

Com base nos aprendizados relacionados à neuroliderança, é possível obter novos olhares sobre as relações entre colaboradores, buscar formas mais eficientes de resolver problemas e pensar em estratégias que levem ao crescimento.

Quais são os benefícios para o negócio?

As técnicas e ferramentas neurocientíficas auxiliam o líder a superar desafios e a enfrentar suas principais dores: medo de falhar, aversão a mudanças, receio em relação a novos métodos, entre outras crenças limitantes.

Dessa forma, é possível, aos poucos, aproximar pessoas no ambiente de trabalho, melhorar a comunicação entre equipes e facilitar a tomada de decisões. O resultado é visível com a melhora do desempenho e com o aumento da produtividade, o que impacta nas conquistas da organização.

A figura da liderança é o principal exemplo para os profissionais que compõem os diversos setores de uma empresa. Por isso, deve ser capaz de transmitir boas mensagens e agir conforme a situação apresentada — afinal, diferentes circunstâncias exigem diferentes abordagens.

A neurociência fornece insights valiosos a respeito de motivação, confiança e inspiração. Também pode indicar os comportamentos mais adequados em momentos de estresse. Tendo essas informações como base, o líder consegue se manter otimista e antecipar o sucesso com atitudes positivas.

A consequência de mudar seu modo de agir diante das dificuldades aparece na forma de equipes mais alinhadas, reuniões produtivas, melhora da cultura organizacional, maior colaboração e aumento da satisfação — em outras palavras: todos ganham.

Como a neuroliderança ajuda a obter resultados?

Estudar esse conceito é uma prática importante para líderes que desejam se destacar e criar equipes de alta performance.

Cabe destacar que os princípios da neurociência podem ser aplicados em diversas etapas e processos, o que inclui tanto a seleção e o treinamento, quanto a execução de diferentes trabalhos por parte dos profissionais.

Para aplicar o conceito, é necessário entender os componentes que formam a base da neuroliderança. Veja quais são eles:

  1. O cérebro nada mais é que um sistema de conexões entre neurônios. Logo, para memorizar informações, ele cria novos grupos de conexões, como se fossem circuitos impressos. Atividades como desenvolver soluções, aprender e tomar decisões implicam a formação de novos circuitos.
  2. Embora similares, os cérebros de diferentes indivíduos funcionam de modos distintos. Isso significa que nenhuma pessoa pensa igual à outra.
  3. Operações conscientes demandam mais energia e são mais lentas que as operações inconscientes. Assim, para poupar esforços e trabalhar com mais agilidade, o cérebro procura exercer suas funções de forma automática (inconscientemente). Isso explica porque boa parte dos comportamentos físicos e mentais dos seres humanos acontecem sem consciência.
  4. As percepções humanas costumam partir de circuitos memorizados e que possam ser usados de forma automática. Em outras palavras, as pessoas tendem a interpretar a realidade com base em suas próprias experiências e não de acordo com o fato apresentado.
  5. Em geral, é mais fácil aprender algo (criar conexões) do que desaprender (apagar o que foi memorizado). Portanto, adotar novas atitudes se torna um processo mais simples do que mudar velhos hábitos.
  6. Quanto mais atenção (consciência) uma pessoa dedicar a determinado circuito de conexões, mais esse conjunto de conexões será reforçado em sua mente (aprofundamento da gravação). Assim, ao ter consciência da aprendizagem, é possível reforçá-la.
  7. Associar emoções específicas às informações absorvidas é uma ótima maneira de aprofundar e reforçar a memória, o que contribui para a consolidação das conexões.
  8. O cérebro é um órgão inerentemente preguiçoso e propenso a usar aquilo que já sabe (coisas que memorizou). Isso acontece na maioria das situações, inclusive, no momento de resolver um problema (novo ou antigo).
  9. A capacidade natural que o cérebro tem para desenvolver soluções por meio da criação de novo circuitos é impressionante. No entanto, o acesso a essa capacidade deve ser trabalhado e estimulado com frequência para que ocorra da melhor maneira possível.
  10. A mesma parte do cérebro que se encarrega de processar emoções é responsável pelo medo. Portanto, tem o poder de atrapalhar o funcionamento das áreas que ajudam a encontrar soluções. Ou seja, quanto mais receoso é o pensamento de uma pessoa, mais amedrontada ela fica e, portanto, menos inteligente.

Com base nessas informações, concluímos que conhecer os princípios da neuroliderança é um caminho para que o gestor entenda a si mesmo e seus colegas de trabalho — percebendo o ambiente da melhor forma para tomar decisões.

Existem várias maneiras de aprender sobre esse conceito: palestras, cursos de MBA focados em gestão de pessoas e liderança, workshops e aulas específicas. Em todo caso, é fundamental buscar uma instituição de ensino de qualidade para se especializar em todos os estudos que envolvem o assunto.

No CEEM, por exemplo, você encontra programas de curta duração que abordam temas importantes para diversas áreas. Inclusive, uma opção que se destaca em nosso Centro de Ensino Empresarial e que vale a pena conferir é o curso de Neuroliderança de Alta Performance.

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