Muito bem, você investiu na sua carreira, demonstrou competência e, agora, está pronto para alcançar um novo degrau: a gestão empresarial. Mas, como você sabe, funções de gestão não dependem apenas de conhecimento técnico. É preciso se preparar adequadamente, pois o título de gestor vem carregado de grande responsabilidade.

Neste post, você vai entender melhor tudo o que a gestão empresarial engloba e, claro, o que você precisa fazer para conduzir adequadamente um cargo de gestor. Então, boa leitura!

1. O que você precisa saber para ser um gestor?

Nós já dissemos, mas nunca é demais repetir: para ser um gestor, não basta conhecimento técnico. Você pode entender tudo sobre finanças e, no entanto, não ter o perfil necessário para ser o responsável pela gestão financeira da empresa.

O gestor, essencialmente, precisa ter três tipos diferentes de habilidades, ou competências:

  • estratégicas;
  • humanas;
  • técnicas.

As competências estratégicas estão relacionadas à capacidade de traçar metas, planejar, monitorar progresso, identificar e lidar com riscos potenciais. Elas exigem que você não seja focado apenas no aqui e agora. Em vez disso, é necessário ter uma perspectiva de longo prazo e uma visão sistêmica do negócio.

Enquanto isso, as competências humanas estão relacionadas à capacidade de formar uma equipe, reter e desenvolver talentos, eliminar conflitos, estimular a motivação e o engajamento dos funcionários. Não é surpresa que essas competências sejam tão valorizadas por qualquer empregador. Afinal, vivemos na era da informação e da comunicação — e trabalhar isolado em sua mesa não é mais viável.

Já as competências técnicas são desenvolvidas, principalmente, durante a graduação. Mas, e as outras duas? Algumas pessoas podem dizer: ou você nasce com elas, ou não. Você certamente já ouviu alguém ser chamado de um líder inato, por exemplo. Mas não se preocupe. É possível, sim, desenvolver competências estratégicas e humanas.

Uma das formas é por meio da experiência. A outra é investindo em um curso voltado especificamente para esse fim — como uma pós-graduação ou um MBA. Vamos falar mais sobre as vantagens desses cursos em outro momento. Acompanhe!

2. E para gerenciar um negócio?

Muitas pessoas usam os termos “gestão” e “gerenciamento” como sinônimos. Tenha cuidado! Na realidade, existe uma diferença entre eles. Enquanto a gestão é estratégica, o gerenciamento é operacional. Ou, para evitar confusões: enquanto a gestão é macro, o gerenciamento é micro.

2.1. Entendendo a diferença entre gestão e gerenciamento

Você pode entender essa diferença por meio do seguinte exemplo.

A gestão financeira vai considerar maneiras de otimizar os lucros da empresa, levando em consideração o cenário econômico nacional e internacional. O gerenciamento financeiro vai buscar a otimização por meio de mudanças e melhorias nos processos internos de finanças do negócio.

É importante deixar claro que estamos fazendo uma simplificação, apenas para que você compreenda melhor o sentido de macro e micro, neste contexto.

Outro esclarecimento importante é que, embora a gestão seja estratégica, ela não prescinde de competências técnicas. Da mesma forma, embora o gerenciamento seja operacional, você vai precisar de competências estratégicas para executá-lo. A única diferença é no foco de cada um.

Para completar, observe que, na maioria das áreas, não há uma distinção entre gestão e gerenciamento na estrutura organizacional das empresas. Uma possível exceção é o gerenciamento de projetos, já que, via de regra, os projetos ocorrem na esfera micro.

Antigamente, havia o Diretor e o Gerente; porém, as organizações estão tentando manter um quadro mais enxuto. Por isso, hoje, a mesma pessoa costuma ser responsável pelas duas dimensões: a macro e a micro. Isso quer dizer que você deve desenvolver ambas as visões para ser um bom gestor.

2.2. Sobre o gerenciamento de negócios

Agora que você entendeu um pouco melhor a diferença entre gestão e gerenciamento, vamos responder à verdadeira questão deste item. O que é preciso saber para gerenciar um setor ou uma empresa?

Para o gerenciamento de negócios, os conhecimentos necessários estão muito ligados à otimização, produtividade, eficiência. Afinal, se você está preocupado com as operações, seu foco principal deverá ser a eliminação de gargalos e a consolidação de um fluxo de trabalho adequado, obtendo os melhores resultados, mas sem prejudicar a qualidade.

Embora o termo “operação” seja associado ao chão de fábrica, saiba que as práticas mencionadas podem ser aplicadas em qualquer setor.

Aliás, um dos problemas encontrados entre os gestores de setores administrativos é justamente a falta de atenção ao gerenciamento. Estão muito preocupados com a questão estratégica, mas não conseguem atingir suas metas porque esquecem de resolver pequenos entraves que se encontram na dimensão micro, no nível das operações.

3. Afinal, o que é gestão empresarial?

Vamos aprofundar mais no assunto? A gestão empresarial é uma atividade focada em garantir os melhores resultados para a companhia e, claro, para os stakeholders — os interessados no sucesso do negócio.

Tenha em mente que os interessados não são apenas os donos ou os acionistas, mas também os clientes, os fornecedores, parceiros comerciais e até mesmo os próprios funcionários. É por isso que o gestor tem tamanha responsabilidade, pois ele zela pelos interesses de muitas pessoas que dependem da empresa.

Para atingir seu objetivo, o gestor não está sozinho. Não existe gestor sem equipe e, claro, é por esse motivo que ele é associado claramente à liderança.

O papel de um líder tem mudado bastante ao longo do tempo — hoje, ele pode ser entendido, principalmente, como uma figura agregadora e facilitadora.

Basicamente, o gestor (ou líder) busca abrir espaço e eliminar obstáculos, para que cada colaborador trabalhe colocando o seu pleno potencial em ação. Além disso, um bom líder também sabe delegar atividades da forma correta e mantém-se disposto a ouvir as opiniões da equipe — muitas vezes, divergentes.

Muito diferente da imagem autoritária e centralizadora de décadas atrás, não é? Nas organizações mais alinhadas com a realidade da geração Y, nem mesmo as decisões ficam totalmente centralizadas na mão do gestor, já que os colaboradores podem trazer perspectivas extremamente úteis na hora de definir uma meta ou uma estratégia.

4. Como é a gestão empresarial na prática?

Ao pensar no dia a dia de trabalho de um gestor, muitas pessoas têm uma visão “glamourizada” da profissão. É verdade que a gestão empresarial garante muitas oportunidades únicas, mas também exige um trabalho árduo.

Um dia típico para um gestor, em geral, envolve atividades como as que vamos apresentar abaixo.

4.1. Reuniões estratégicas

O gestor utiliza essas reuniões para se manter atualizado sobre o andamento das atividades do setor, sobre possíveis problemas enfrentados no dia a dia, sobre o avanço em direção às metas. Baseando-se nas informações que recebe, ele pode, inclusive, mudar as decisões que havia tomado anteriormente.

Outra utilidade das reuniões estratégicas é manter o gestor acessível à equipe, estabelecendo um contato frequente com os funcionários.

Se, por um lado, as reuniões estratégicas são importantes, por outro, o gestor precisa ser consciente da maneira como conduz essa atividade, pois ela pode prejudicar a produtividade da equipe. Alguns gestores criam métodos bem específicos, como realizar a reunião com todos os participantes em pé ou limitar o tempo a 15 minutos, para manter esse problema sob controle.

4.2. Análise de dados

O gestor recebe o tempo todo muitas planilhas, gráficos e relatórios. Esses materiais são importantes para uma tomada de decisão bem embasada, ou seja, que não dependa somente de impressões e da intuição. Portanto, o profissional dedica boa parte de seu tempo na leitura e na interpretação desses dados.

Felizmente, essa atividade tende a sair do escopo do gestor, conforme novas tecnologias são desenvolvidas justamente para analisar dados, especialmente em grandes volumes (com o avanço do Big Data).

4.3. Projeções de resultados

Em uma empresa, não existe aquela história de viver um dia de cada vez. Pelo contrário: é indispensável estar bem preparado para o futuro, seja a curto ou a longo prazo. Por esse motivo, os gestores constantemente elaboram e utilizam projeções de resultados.

Esse planejamento permite adotar medidas para proteger o negócio em épocas de resultados mais fracos ou para explorar, ao máximo, as oportunidades que se apresentarem.

4.4. Negociações

Enquanto muitas negociações podem ser conduzidas por qualquer membro da equipe, existem algumas situações em que o gestor é a pessoa mais indicada para essa tarefa. Geralmente, isso acontece quando a pessoa do outro lado da mesa é muito importante ou quando a negociação possui uma proporção além do comum.

É claro que isso também significa que a responsabilidade do gestor em suas negociações é muito maior do que a de um funcionário comum. Trocando em miúdos, quando o profissional de gestão participa diretamente de uma negociação é porque a situação ficou séria.

Como consequência, espera-se que esse profissional tenha excelentes habilidades de negociação. Ele deve ser cooperativo, buscando a melhor solução para os dois lados, mas firme. Além disso, é preciso conhecer a sua posição, ou seja, saber quando vale mais à pena abandonar a mesa.

Esse tipo de competência, por mais subjetiva que possa parecer, também pode ser desenvolvida — tanto pela experiência quanto com um bom curso.

4.5. Avaliação e feedback da equipe

Nós já dissemos e vamos continuar repetindo: não existe gestor sem equipe — e uma de suas funções é, justamente, garantir que os colaboradores do seu time se desenvolvam profissionalmente. Isso é importante até mesmo para assegurar a manutenção do negócio, já que esses trabalhadores podem se tornar gestores e dar continuidade à empresa.

Por esse motivo, a avaliação e o feedback também fazem parte da rotina de qualquer gestor. Porém, engana-se quem pensa que esse trabalho pode ser conduzido de qualquer maneira.

Na verdade, gestores bem preparados aprendem diversas técnicas para garantir que a avaliação seja justa e que o feedback — mesmo que negativo — seja bem recebido e se converta em mudanças. Dessa forma, não há limites para o crescimento profissional de sua equipe.

4.6. Comunicação com outros setores

O gestor é, de certa forma, o representante do seu setor diante de toda a empresa. Portanto, ele é o principal responsável pelo estabelecimento da comunicação com outros segmentos.

Essa comunicação pode ser estabelecida, por exemplo, com o objetivo de alinhar práticas conjuntas para garantir melhores resultados — ou mesmo para solicitar informações e sugerir mudanças que vão ajudar seu próprio setor a trabalhar de maneira mais eficiente.

Como a comunicação é uma grande parte do trabalho, um bom profissional deve ser competente, também, nesse quesito.

Isso envolve desde a capacidade de elaborar uma boa apresentação para mostrar os resultados atingidos pela equipe para investidores, até o conhecimento e a fluência em outros idiomas — habilidade indispensável, hoje em dia.

Poucos profissionais se dedicam ao desenvolvimento de competências comunicacionais, mas quem o faz certamente se destaca no mercado de trabalho.

5. Por que fazer um curso de gestão empresarial?

Independentemente da sua área de formação inicial — isto é, da área da sua graduação —, você pode dar continuidade aos seus estudos, focando na carreira de gestor com uma pós-graduação. Não é preciso ser graduado em Administração para isso.

Existem inúmeros motivos para investir em um bom curso de gestão empresarial. Confira alguns deles:

5.1. Você não precisará de treinamento

Quando uma empresa contrata — ou promove — um funcionário para um cargo de gestão, ela prefere não ter de investir muito em seu treinamento, por razões óbvias.

Nesse quesito, quem faz o curso de gestão empresarial tem um apelo ainda maior para conquistar o cargo. Basicamente, dispensa os treinamentos básicos, pois já aprendeu as práticas mais importantes na sala de aula. É o contrário do que acontece com um profissional que nunca teve contato com gestão, que deverá ser guiado para pegar o ritmo da nova função.

Nessa perspectiva, o funcionário que faz uma pós em gestão tem mais chances de conquistar uma promoção para o cargo de gestor. Quer dizer, não espere ter o cargo para começar a estudar.

Por outro lado, é claro que isso não significa que, por ter feito o curso de gestão, você não tem mais nada a aprender. Tenha cuidado com esse tipo de pensamento. Os melhores gestores estão sempre se atualizando e aprofundando conhecimentos.

5.2. Seu currículo vai se destacar dos demais

Vamos direto ao ponto: embora a graduação seja cada vez mais comum, ainda são poucas as pessoas que contam com um diploma de pós-graduação. Esse título tem um peso no seu currículo e vai garantir a atenção dos recrutadores quando uma vaga de gestor estiver em aberto.

E um lembrete: é claro que o nome da instituição escolhida para o seu curso de gestão empresarial vai influenciar na importância desse diploma. Portanto, escolha investir em uma instituição de ensino que tenha uma boa reputação, além de qualidade e confiabilidade.

5.3. Você poderá aprender a partir da experiência de outras pessoas

Como dito, você pode aprender as competências de gestão pela experiência ou por meio de um curso específico. No curso, você poderá ouvir histórias e cases de seus professores e colegas — seus sucessos e fracassos. A grande vantagem é que, assim, você fica ciente das dificuldades, e atento para não repetir os mesmos problemas ou cometer os mesmos erros.

5.4. Seu networking vai se fortalecer

Nunca subestime a importância do networking. Não se trata meramente de fazer amizades, mas de estabelecer contatos que podem ser extremamente úteis no futuro. Em algum momento você vai precisar resolver algum problema, e pode se lembrar daquele colega de faculdade que trabalha exatamente com a solução que você precisa.

5.5. Você terá acesso a mais oportunidades em cargos de gestão

Muitas empresas buscam novos funcionários nas escolas de negócios, justamente porque sabem que aqueles estudantes estão recebendo uma preparação específica para ocupar cargos de alta responsabilidade. Nesse sentido, é possível que você tenha acesso a vagas e processos seletivos que não encontraria por outros meios, como em sites de empregos.

5.6. Seu TCC será o projeto da sua vida

No curso de gestão empresarial, a aprovação final depende da apresentação de um projeto chamado TCC — ou Trabalho de Conclusão de Curso. Mas esse projeto não é apenas uma burocracia do sistema educacional. Em vez disso, você pode realmente encará-lo como uma oportunidade de desenvolver algo inovador.

Você pode usar o TCC para elaborar uma proposta de melhoria na empresa em que trabalha ou, até mesmo, para criar um plano de negócios e começar o seu próprio negócio. E a melhor parte é que esse projeto será orientado e avaliado por seus professores, que são especialistas em gestão. Ou seja, você está ganhando uma consultoria exclusiva para suas ideias!

6. Quais caminhos seguir com a formação?

Embora este post tenha tratado sobre a gestão empresarial, essa não é a única possibilidade na carreira de um gestor. Existem diversas vertentes que você pode seguir de acordo com sua formação, experiência e, claro, com suas preferências e aspirações.

É por isso que falamos em gestão de marketing, gestão financeira, gestão de TI, gestão de logística, MBAs voltados para o agronegócio e muitos outros. Que tal conhecer algumas dessas vertentes?

6.1. Gestão de Marketing

Ao contrário do que você pode imaginar, o gestor de marketing não trabalha simplesmente criando e coordenando campanhas de anúncios (embora ele também possa fazer isso). Na realidade, o marketing é uma área muito abrangente, que envolve a construção da marca e o seu posicionamento no mercado.

Hoje, o marketing é responsável por conduzir os clientes em boa parte da jornada de compras — resultado de um processo complexo que envolve desde conhecer muito bem os consumidores em potencial até ajustar a sua mensagem para estabelecer uma conexão positiva com o mercado, e muitas outras ações.

6.2. Gestão de Recursos Humanos

Foi-se o tempo em que Recursos Humanos (então conhecido como Departamento de Pessoal, ou DP) era sinônimo de contratação, desligamento e folha de pagamento. Hoje, esse setor tem muito mais relevância dentro da organização e, portanto, a responsabilidade do gestor de RH também aumentou.

Ele é o responsável por desenvolver um processo eficaz de seleção e recrutamento, além de políticas para reter os funcionários com maior potencial. Muitas vezes, quando o gestor de determinado setor não possui competências muito desenvolvidas, também é o gestor de RH que vai dar um passo à frente para ajudá-lo. Ou seja, além de cuidar da sua própria equipe, esse profissional cuida de todas as equipes da empresa.

6.3. Gestão de Projetos

O gestor de projetos tem um papel extremamente dinâmico, pois não fica restrito a nenhum departamento. Basicamente, ele se dedica a garantir a execução bem-sucedida de processos de qualquer área.

Para isso, além das habilidades técnicas, é necessário desenvolver uma competência agregadora muito forte. Afinal, esse gestor atua com equipes multidisciplinares e temporárias. Nesse cenário, o profissional deve promover a integração em um curto período de tempo, bem como alinhar os colaboradores que possuem perspectivas distintas.

O gestor de projetos é indispensável em vários momentos, como quando uma empresa pretende lançar um novo produto, inaugurar uma nova planta ou implementar uma nova tecnologia aos processos internos. Ou seja, ele é peça-chave em, praticamente, todas as ações voltadas para o crescimento do negócio.

6.4. Gestão financeira

Não existe muito segredo em relação ao que faz um gestor financeiro e por que essa figura é tão importante. Se a meta principal de qualquer negócio é gerar lucros, esse profissional pode dizer se essa meta está sendo alcançada, e em qual nível.

A maior parte das decisões passa pelo crivo do gestor financeiro, mesmo quando o interesse é de outro setor, como na compra de um maquinário ou na abertura de vagas para contratação de mais funcionários.

6.5. Gestão comercial

O gestor comercial é o principal responsável pelos resultados em vendas da empresa. Ele cria estratégias para adquirir novos clientes — e também para fidelizar os antigos —, além de trabalhar em cima do mix de produtos e dos preços.

Vale a pena mencionar que muitas empresas ainda deixam os setores de Marketing e Vendas sob os cuidados de um mesmo gestor, devido à proximidade das metas e ações.

Agora, você já tem uma visão bem mais realista sobre o que é a gestão empresarial e, principalmente, como é a carreira de quem ocupa um cargo de gestor. Deu para notar que é um tema bem extenso, não é?

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